Pular para o conteúdo
PodcastsNegóciosO Macaco Elétrico

O Macaco Elétrico

@PauloSilvestre
O Macaco Elétrico
Último episódio

555 episódios

  • O Macaco Elétrico

    Empresas prometem retorno antes de dominar a IA

    14/09/2026 | 7min
    Pílula de cultura digital para começarmos bem a semana 😊
    Antes de prometer grandes resultados, é bom saber o que precisará ser feito para se chegar lá.

    As empresas brasileiras esperam obter US$ 24,8 milhões de retorno com agentes de inteligência artificial nos próximos dois anos, mas apenas 3% delas se sentem totalmente preparadas para implantar e ampliar essa tecnologia.

    A contradição revela o estágio atual da IA no país, com expectativas sobre resultados que crescem rapidamente, mas com preparo ainda incipiente para lidar com ela.

    O retrato desse momento ganhou destaque no SAP NOW AI Tour Brazil 2026, que aconteceu em São Paulo nos dias 9 e 10 de setembro. O evento colocou, no centro da discussão, o uso da IA nos negócios, os agentes, a integração de dados e a busca por valor concreto com essa tecnologia.

    Essa mudança também aparece no estudo “The Value of AI 2026”, uma parceria entre a SAP e a Oxford Economics, apresentado no congresso. A pesquisa ouviu 2.600 executivos de 13 países, incluindo 200 brasileiros.

    Por aqui, o levantamento aponta que o investimento médio em IA já chegou a US$ 20,8 milhões neste ano, ante US$ 14,2 milhões na edição anterior, e deve crescer 46% até 2028. O retorno médio passou de 16% para 19%, equivalente a US$ 5,5 milhões, e deve chegar a 38% em dois anos.

    Entre expectativas e capacidades, vale perguntar como empresas podem projetar retornos cada vez maiores com uma tecnologia que ainda não integram bem às próprias operações. Nesse sentido, o problema deixa de ser o potencial da IA e passa a ser a capacidade de cada organização de efetivamente capturá-lo.

    Os benefícios da IA são imensos e estão aí para serem conquistados. Mas não basta falar nem querer. Neste episódio, eu dou um panorama sobre a IA empresarial no Brasil.

    E para você, a IA está funcionando bem ou ainda está mais para uma promessa?
  • O Macaco Elétrico

    Quanto da sua decisão já é da IA

    07/09/2026 | 8min
    Pílula de cultura digital para começarmos bem a semana 😊
    Quantas vezes, nesta semana, você pediu a uma plataforma de inteligência artificial generativa para escrever, resumir, escolher, comparar, interpretar ou decidir alguma coisa?

    Não se sinta mal se a resposta for “muitas vezes”: temos que usar mesmo essa tecnologia. Mas à medida que ela se torna mais assertiva e “eloquente”, as pessoas podem começar a acreditar mais do que deveriam em todo seu poder.

    O risco que isso traz é passarmos a terceirizar nosso raciocínio, ética e decisão para uma máquina que se prontifica a “pensar por nós”. Se permitirmos que isso aconteça, o resultado pode ser a tomada de decisões desastrosas no nosso cotidiano e sérios danos ao nosso desenvolvimento.

    Esse foi o tema da palestra que ministrei neste sábado (5) no HackTown, um dos maiores festivais de tecnologia, criatividade e inovação da América Latina. Há uma década, o evento transforma a pacata Santa Rita do Sapucaí (MG) em palco para mais de mil atividades em cinco dias.

    É importante que fique claro que, de forma alguma, proponho que não se use a IA. Muito pelo contrário! Porém, como tantas coisas na vida, há bons e maus usos de todo esse poder. Nosso desafio é não nos deixarmos levar pela sedução de algoritmos concebidos para acharmos que estamos falando com outra pessoa e que eles são capazes de responder corretamente a qualquer coisa. Essas duas premissas são falsas.

    Não basta sabermos escrever bons comandos para os chatbots. Nosso papel é manter o protagonismo nessa relação, com uma saudável desconfiança que nos permita analisar as entregas das máquinas, especialmente em um momento em que os agentes de IA começam a trabalhar com pouca ou nenhuma supervisão humana.

    Fácil falar, mas como fazer isso? É isso que explico nesse episódio.

    Gostaria de destacar que a minha participação neste ano está recebendo o apoio da SAP. Agradeço à gigante alemã de software pelo incentivo à discussão sobre IA no Brasil.
  • O Macaco Elétrico

    A IA está tornando seu banco invisível

    31/08/2026 | 7min
    Pílula de cultura digital para começarmos bem a semana 😊
    A inteligência artificial está permitindo que clientes troquem aplicativos de bancos por conversas em qualquer ambiente.

    Os bancos brasileiros sempre foram referência global na digitalização de serviços, iniciada há seis décadas. Depois da automação de processos presenciais, o Internet banking reduziu a dependência das agências, enquanto o mobile banking colocou em nossas mãos praticamente toda a operação. Agora, a IA permite que o banco nos acompanhe, compreenda nosso contexto e antecipe necessidades.

    Não se trata mais de como usar o banco, e sim de como ele fará parte da nossa vida. Isso fica claro na pesquisa que a consultoria Box1824 e a empresa de tecnologia CI&T lançaram no dia 24 de agosto, na Febraban Tech. As mudanças no comportamento dos consumidores já redesenham o setor financeiro. Nesse processo, a confiança deixa de ser apenas uma questão de reputação e passa a ser um ativo estratégico.

    O estudo sugere que, mais do que trocar menus por chatbots, a IA deve traduzir a complexidade financeira em conversas simples, em linguagem natural e contextualizadas. Em um país em que 55% das pessoas dizem ter pouca ou nenhuma educação financeira, fazer o banco falar a nossa língua pode ser mais importante do que apenas melhorar sua interface.

    A tecnologia pode compreender a intenção do cliente, interpretar a situação financeira e apresentar alternativas para suas decisões. O banco evolui de uma instituição que responde ao que perguntamos para uma que indica caminhos. O estudo ainda aponta que 60% dos brasileiros preferem interagir com assistentes por voz.

    Tudo isso parece muito bom, porém, quanto mais o banco souber sobre nós, maior será sua capacidade de nos ajudar, mas também de influenciar nossas escolhas. A personalização é bem-vinda, mas ela não pode virar indução.

    Então como fazer isso do jeito certo? É sobre isso que falo neste episódio.
  • O Macaco Elétrico

    Por que a IA ajuda e ameaça o jornalismo

    23/08/2026 | 8min
    Pílula de cultura digital para começarmos bem a semana 😊
    Em um mundo em que a inteligência artificial insiste em dar respostas “mastigadas” para tudo, precisamos tomar cuidado para que aqueles que se apresentam como nossos aliados não nos apunhalem pelas costas.

    Nesta semana, debati sobre isso em um evento que analisava a influência da mesma IA no jornalismo. Como praticamente todos os setores do mercado, a comunicação vem sofrendo uma profunda influência dessa tecnologia. Mas, ao contrário de outros negócios, que podem vender mais produtos se aparecerem nas respostas dos chatbots, a imprensa se enfraquece com essa exposição.

    Há efetivamente uma corrida para que mensagens comerciais sejam “aprendidas” pela IA, para que recomende produtos e serviços. Isso tende a se fortalecer à medida que as pessoas usam esses sistemas para pedir recomendações sobre qualquer coisa.

    Com o jornalismo, acontece o contrário. Quanto mais os veículos de comunicação entregam seus conteúdos às IAs, mais elas lhes roubam o público. As pessoas se informam (ou se deformam) cada vez mais pelos chatbots, que resumem notícias de maneira muito convincente, mesmo quando estão completamente errados.

    Não há qualquer retorno digno de menção das plataformas para os produtores de conteúdo. Seus créditos aparecem timidamente nas respostas, ou nem isso. Assim, o público deixa de saber quem apurou a notícia e não visita mais os sites jornalísticos.

    De forma alguma, proponho que o jornalismo ou qualquer outro negócio deixe de usar essa tecnologia. Mas é preciso cuidar para que esse uso não permita que as big techs sequestrem o relacionamento com seus clientes.

    Qualquer relacionamento deve prever um equilíbrio nos benefícios e nas contribuições dos envolvidos. Por isso, todos nós podemos aprender como não se relacionar com a IA observando o que acontece com a imprensa nesse caso.

    Como você evita que um relacionamento comercial, que parece muito benéfico a princípio, acabe destruindo você depois de um tempo?
  • O Macaco Elétrico

    Por que a ANPD bloqueou lives no Discord

    17/08/2026 | 8min
    Pílula de cultura digital para começarmos bem a semana 😊
    A Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) determinou na quarta (12) a suspensão preventiva das transmissões ao vivo do Discord no Brasil, depois que uma adolescente se suicidou em uma live. O prazo para cumprir a determinação vence hoje (17), mas a empresa já pediu prorrogação.

    O bloqueio tem provocado polêmica, mas traz apenas um lampejo sobre a pouca disposição das redes sociais de resolver um problema sistêmico que elas criaram e que está na essência desses serviços.

    Além do Discord, plataformas digitais como Roblox, TikTok, Instagram, Telegram e WhatsApp possuem características como anonimato relativo, comunicação privada, formação de comunidades fechadas, recomendação de conteúdo e mecanismos de viralização. Apesar de suas arquiteturas serem diferentes, tudo isso dificulta a supervisão adulta do que crianças e adolescentes fazem online.

    Nesse sentido, a suspensão das lives funciona como uma medida emergencial necessária, mas não resolve o verdadeiro problema, que é estrutural. Representantes do próprio Discord disseram que, com o bloqueio, os criminosos simplesmente migrarão para outro serviço, e que o grupo que coagiu a menina de 13 anos a se matar se organizou em outras redes.

    Isso sugere que regular uma ou outra plataforma digital nunca será suficiente, pois suas ameaças estão disseminadas em todos esses serviços. Medidas razoáveis, porém enérgicas, devem ir além de buscar saber qual tecnologia é perigosa. O que deve ser considerado é qual arquitetura cria um risco específico, quem deve ser responsável por mitigá-lo e como isso deve ser feito.

    O fato de um problema ser difícil de resolver não nos permite ignorá-lo. Pelo contrário, isso exige uma ação conjunta e vigorosa da sociedade em busca de uma solução real, fugindo dos tradicionais discursos corporativos inócuos. E qualquer que seja a solução, ela exigirá mudanças estruturais nas redes sociais.

    Você acha essa proibição das lives correta ou exagerada?
Mais podcasts de Negócios
Sobre O Macaco Elétrico
Jornalista (preferencialmente digital), educador (preferencialmente digital), trabalhando para tornar o mundo um lugar melhor
Site de podcast

Ouça O Macaco Elétrico, Market Makers e muitos outros podcasts de todo o mundo com o aplicativo o radio.net

Obtenha o aplicativo gratuito radio.net

  • Guardar rádios e podcasts favoritos
  • Transmissão via Wi-Fi ou Bluetooth
  • Carplay & Android Audo compatìvel
  • E ainda mais funções
Aplicações
Social
v8.17.1 | © 2007-2026 radio.de GmbH
Generated: 9/21/2026 - 8:01:01 AM