383 episódios
- A Reforma Tributária deixou de ser um tema exclusivo do departamento fiscal e se transformou em uma oportunidade de reorganização estratégica para toda a companhia. Empresas que anteciparam o movimento estão capacitando áreas antes distantes do universo tributário, como TI, Compliance, Supply, Jurídico e Logística, criando um conhecimento transversal de alto valor. Vendas e compras assumem um novo protagonismo, com negociações que agora exigem domínio de créditos, alíquotas e regimes tributários dos fornecedores. A revisão de contratos, a formação de preços de novos produtos e o relacionamento com pequenos fornecedores locais também se tornam frentes de ganho competitivo. Somadas à disciplina de teste e mapeamento na implantação de sistemas, essas iniciativas transformam a reforma em um projeto de companhia inteira — e em vantagem para quem começar a agir agora.
Participantes:Rose Santos, Gerente Contábil e Fiscal, Quatá.
Host(s):Cassio Politi, Apresentador, Tracto.
Renata Gattai, Executivo de contas, Forvis Mazars. #382 Quando o regulador sobe a régua: o que muda para quem move dinheiro | Victor Papi Ramos (Transfeera)
24/09/2026 | 37minFraudes, ataques e falhas recentes abriram um novo ciclo regulatório no sistema financeiro. Victor Papi, General Manager da Transfeera, conversa com Marcelo Braga, sócio de Financial Services da Forvis Mazars, sobre o aumento do capital mínimo exigido das fintechs, a onda de fusões e aquisições, o fim das contas bolsão e a regulamentação do Banking as a Service. A conversa ainda passa pelas camadas de segurança que sustentam o Pix e pela duplicata escritural, que promete crédito mais barato para a economia real.
Participantes:
Victor Papi Ramos, General Manager, Transfeera.
Host(s):
Alexandre Abreu, Apresentador, Tracto.
Marcelo Braga, Sócio do Financial Services, Forvis Mazars.#381 Como a reforma tributária vai impactar os condomínios | Rodrigo Salzman (OMA)
22/09/2026 | 30minA reforma tributária pode alcançar até os condomínios, hoje quase sempre fora do radar do fisco. A regra é clara: enquanto as cotas dos moradores responderem por pelo menos 80% da receita, o prédio segue isento de IBS e CBS. O problema surge quando aluguéis de antenas, lojas ou espaços comuns ultrapassam 20% do total arrecadado — aí o condomínio passa a recolher imposto sobre essas operações e assumir obrigações fiscais próprias. A alíquota final ainda é incerta, estimada entre 26,5% e 28%, com redução de 70% para esse tipo de receita. Por isso, mapear a composição das receitas e revisar contratos com terceiros já deveria estar na agenda de síndicos e administradoras.
Participantes:Rodrigo Salzman, CFO, OMA.
Host(s):Cassio Politi, Apresentador, Tracto.
Gisele Baldoni, Consultora, Forvis Mazars.- A figura do CFO como guardião dos números, que emitia recomendações à distância, está em transformação: o financeiro moderno tornou-se peça central na geração de valor do negócio. A base técnica de controladoria e contabilidade segue indispensável, mas não basta — mais do que ser o melhor especialista, é preciso orquestrar conhecimentos e ter uma visão generalista, entendendo marketing, CAC e retorno sobre investimento. Isso porque tudo converge para um propósito que não muda: criar valor, algo que exige enxergar a cadeia inteira, sem silos, num mundo de organizações cada vez mais achatadas e velozes. Por isso o CFO precisa sair da torre de marfim e sentar à mesa de negociação, "tomar a dor" das situações reais e ajudar a equilibrar margem e crescimento, em vez de apenas dar diretrizes distantes. Entre as empresas líderes, esse CFO orientado a negócio já é realidade absoluta; nas demais, é um caminho natural que tende a se desdobrar com o tempo.
Participantes:Marcelo Litvin, CFO, Tempo.
Host(s):Cassio Politi, Apresentador, Tracto.
Renata Gattai, Business Development, Forvis Mazars. - Calcular o valor de uma empresa é um exercício de previsão sobre faturamento, margem e caixa futuros — e a reforma tributária embaralha justamente essas variáveis, tornando-se um fator decisivo no valuation. A lógica é a de um cobertor que muda de lado: a carga total tende a se manter, mas alguns setores ganham benefícios e outros passam a pagar a conta, como as locadoras de veículos, cuja tributação pode saltar de cerca de 9% para algo em torno de 22%. O impacto sobre o valor dependerá da capacidade de repasse: se o preço sobe, pode haver queda de volume, de receita, de EBITDA e, no fim, de valor de mercado, num jogo em que a concorrência faz cada player esperar o outro. Mais expostas ficam as pontas — empresas B2C, prestadoras de serviço e quem perde benefício fiscal —, enquanto quem está no meio da cadeia pode chegar perto do neutro. Por isso, não se pode apenas comparar alíquotas: com a não cumulatividade plena, é preciso olhar a empresa inteira — receita, créditos, opex, capex e a nova lógica de compras, em que o regime tributário do fornecedor passa a influenciar a margem.
Participantes:
Marco Pitta, Gerente de Controladoria, Grupo Positivo.
Host(s):
Cassio Politi, Apresentador, Tracto.
Leonardo Rosati, Sócio de consultoria tributária, Forvis Mazars.
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O Sala de Negócios é uma fonte de inspiração para pessoas ligadas em empreendedorismo, mercado e finanças. Um bate-papo semanal com um convidado, sempre capitaneado pelo time da Forvis Mazars.
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