372 episódios
- Fusões e aquisições costumam evocar a imagem de uma empresa grande engolindo uma pequena, com choque de culturas, demissões e fundadores que logo saem — mas existe um caminho em que a aquisição potencializa o negócio sem destruí-lo. A venda nem sempre nasce de necessidade: pode trazer segurança a quem apostou todo o patrimônio na empresa e, ao mesmo tempo, fazer sentido estratégico, como no encaixe natural entre um ERP e um CRM. A chave do modelo é a aquisição parcial, que mantém os fundadores como acionistas e, portanto, motivados a crescer junto, preservando a autonomia da operação enquanto a controladora apoia governança e estrutura. Esse desenho também acalma o time, porque evita a absorção da noite para o dia, que gera caos, cargos duplicados e medo. No fim, manter os fundadores é decisivo, sobretudo em empresas ainda em construção: substituí-los costuma travar a inovação e é uma das principais razões pelas quais tantos M&As dão errado.
Participantes:Matheus Pagani, CEO e cofundador, Ploomes.
Host(s):Cassio Politi, Apresentador, Tracto. #371 Do retrovisor ao para-brisa: a virada na gestão de crédito | Rayane Queiroz (Genial Investimentos)
30/07/2026 | 32minA Resolução CMN 4.966 rompeu com décadas de lógica reativa na gestão de crédito, trocando o retrovisor da perda incorrida pelo para-brisa da perda esperada. Rayane Queiroz, da Genial Investimentos, e Janny Castro, da Forvis Mazars, discutem os bastidores dessa transformação: os desafios de modelar risco em fundos, o limbo regulatório entre Banco Central e CVM/Anbima, o impacto no capital e nas estratégias de colateral, e por que a área de risco precisa sentar à mesa de originação
Participantes:Rayane Queiroz, Head de Análise de Crédito e Risco de Crédito, Genial Investimentos.
Host(s):Alexandre Abreu, Apresentador, Tracto.
Janny Castro, Sócia de Consultoria Financial Services, Forvis Mazars.#370 Os indicadores climáticos que protegem a água de São Paulo | Ana Paula Zubiaurre Brites (SP Águas)
28/07/2026 | 32minPor trás de cada torneira aberta em São Paulo há um monitoramento climático constante, sustentado por uma rede de cerca de 3 mil postos que acompanha o comportamento do clima e da água em tempo quase real. O tripé básico dos indicadores é chuva, vazão dos rios e nível dos reservatórios, mas há uma segunda camada voltada à previsão, com dados de secas e de precipitação cruzados em janelas de 6 e 12 meses, que deu origem ao protocolo de escassez. Tudo é público, por meio de ferramentas que mostram os indicadores em mapas coloridos por nível de segurança hídrica, e atualizado a cada cinco minutos — velocidade que faz o sistema funcionar de fato. A segurança hídrica é uma gestão compartilhada: a agência monitora e fornece os dados, mas quem emite os alertas à população é a Defesa Civil. Com o cruzamento entre radar e estações de superfície, a precisão do monitoramento fica próxima de 100%, garantindo vigilância constante contra cheias e secas.
Participantes:
Ana Paula Zubiaurre Brites, Diretora, SP Águas.
Host(s):
Cassio Politi, Apresentador, Tracto.
Stephanie Capitani, Business Development, Forvis Mazars.#369 A armadilha de adotar IA sem resolver uma dor real | Teresa Charotta (IBEVAR)
21/07/2026 | 45minA inteligência artificial domina as reuniões de liderança, mas há um descompasso claro entre o tamanho do discurso e o dos resultados: fala-se muito e aplica-se pouco. O erro mais caro é adotar tecnologia pela tecnologia, sem antes diagnosticar as dores reais de cada área e sem entender a fundo como a empresa funciona, fatura e entrega. O caminho certo é o inverso — começar de baixo para cima, mapeando fricções e necessidades antes de escolher a ferramenta, como mostra o caso de uma grande rede que testou tudo numa operação-piloto antes de expandir para milhares de lojas. Quando se ignora esse passo, a integração vira um "Frankenstein": o faturamento não roda, surgem custos não previstos e a frase que ecoa é sempre "não contemplamos isso". No fim, boa parte dessa corrida nasce da pressão do mercado por adoção rápida e de cima para baixo, e é justamente aí que a tecnologia deixa de resolver dores e passa a criar novas.
Participantes:
Teresa Charotta, Diretora executiva, IBEVAR.
Host(s):
Cassio Politi, Apresentador, Tracto.
Guilherme Luz, Sócio, Forvis Mazars.#368 Tecnologia e crédito: o que está mudando no mercado financeiro | Heverton Peixoto (Grupo Omni)
16/07/2026 | 37minHeverton Peixoto, CEO do Grupo Omni, compartilha sua visão sobre os desafios e as oportunidades do mercado de crédito em um cenário de transformação digital, inteligência artificial, Open Finance e mudanças regulatórias. Ao lado de Marcelo Braga, sócio da Forvis Mazars e host do podcast, a conversa explora gestão de riscos, experiência do cliente, inovação, inclusão financeira e as estratégias que estão moldando o futuro das instituições financeiras no Brasil.
Participantes:
Heverton Peixoto, CEO, Grupo Omni.
Host(s):
Alexandre Abreu, Apresentador, Tracto.
Marcelo Braga, Sócio do Financial Services, Forvis Mazars.
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O Sala de Negócios é uma fonte de inspiração para pessoas ligadas em empreendedorismo, mercado e finanças. Um bate-papo semanal com um convidado, sempre capitaneado pelo time da Forvis Mazars.
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