Dependência Química com Psicanálise e Terapia Familiar
Instituto Frontale

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- Quando pensamos em prevenção ao uso de drogas, é comum imaginarmos palestras sobre os efeitos das substâncias, relatos assustadores ou alertas sobre suas consequências. Mas as evidências mostram que essas estratégias têm pouca eficácia e podem até produzir efeitos contrários ao esperado.
Neste episódio, Raphael Mestres e Nicácio Mendonça discutem o que realmente contribui para prevenir problemas com álcool e outras drogas entre crianças e adolescentes. A conversa parte das Diretrizes Internacionais sobre Prevenção do Uso de Drogas da UNODC e avança para o papel das habilidades emocionais, sociais e parentais.
Ao longo do episódio, eles exploram como a capacidade dos pais de reconhecer e responder às necessidades emocionais dos filhos pode reduzir a busca das substâncias como forma de conforto ou regulação emocional. Também discutem crenças normativas, limites na adolescência, autoconhecimento parental e a diferença entre prevenção e intervenção quando o consumo já se tornou frequente ou problemático.
Um episódio para pais, educadores e profissionais que desejam compreender a prevenção para além da informação sobre drogas — como um trabalho de construção de vínculos, segurança emocional e relações familiares mais responsivas. - O maior erro no início do tratamento da dependência química
Quando uma família procura ajuda para um dependente químico, a primeira reação costuma ser: “precisamos marcar uma terapia para ele”.
Mas será que esse é, de fato, o melhor ponto de partida?
Neste episódio, Raphael Mestres e Nicácio Mendonça discutem um dos erros mais comuns no início do tratamento da dependência química: iniciar o processo sem identificar quem realmente está trazendo a demanda terapêutica.
A partir de anos de experiência clínica e das principais evidências científicas sobre tratamento familiar, os autores apresentam a lógica que sustenta seu modelo de trabalho: quando quem procura ajuda é a família, frequentemente o primeiro passo é um atendimento familiar especializado, oferecendo compreensão sobre a dependência química, orientação sobre a conduta mais adequada naquele momento e estratégias para favorecer o processo de recuperação.
Ao longo da conversa, você encontrará reflexões sobre:
• Como identificar quem realmente está trazendo a demanda terapêutica;
• Os limites da terapia individual quando o paciente ainda não reconhece o problema;
• O papel da família no início do tratamento da dependência química;
• Por que um atendimento familiar especializado pode fortalecer todo o processo terapêutico;
• Em que momento a psicoterapia individual tende a se tornar mais efetiva.
Um episódio voltado para familiares, profissionais de saúde mental, estudantes e todos os interessados em compreender a dependência química a partir de uma perspectiva sistêmica, relacional e baseada em evidências. - Neste episódio, aprofundamos dois conceitos fundamentais para a recuperação da dependência química: prontidão para o tratamento e prontidão para a mudança. Embora uma pessoa possa aceitar ir ao psicólogo, ao psiquiatra ou a grupos de mútua ajuda, isso não significa necessariamente que ela esteja disposta a mudar hábitos, lugares, relações e comportamentos que sustentam o uso.
Conversamos sobre como essas duas formas de prontidão se relacionam com os estágios motivacionais, com a consciência do problema e com o papel da família na construção de uma crise produtiva — aquela que ajuda a pessoa a perceber as consequências reais do uso e a se mover em direção à mudança.
Também discutimos por que, na dependência química, o cuidado familiar precisa ser diferente do cuidado oferecido em outras doenças: quando a família absorve todas as consequências, pode acabar, sem perceber, adiando a prontidão necessária para que o tratamento funcione.
Livro e trecho lido:
O TRATAMENTO DO USUÁRIO DE CRACK (organizadores: Ribeiro, Marcelo; Laranjeira, Ronaldo. Artmed , 2012)
“A conduta clínica na pré-contemplação dependerá da gravidade da dependência: algumas vezes, quando a dependência impacta de forma leve ou moderada a vida do paciente e de seu grupo de convívio, é possível escolher temas paralelos […] e trabalhar com a família uma postura mais assertiva em relação ao comportamento de uso do paciente” (p. 221) - Nem toda recaída começa na droga.
Muitas vezes ela começa antes — em pensamentos, emoções, lugares, memórias, hábitos e gatilhos que passam despercebidos no dia a dia.
Neste episódio do podcast Dependência Química com Psicanálise e Terapia Familiar, conversamos sobre a importância de mapear o comportamento de uso e compreender os fatores de risco envolvidos no processo da dependência química.
Falamos sobre:
• prontidão para mudança e consciência do problema
• gatilhos internos e externos
• memórias de uso e impulsos automáticos
• estratégias práticas de enfrentamento
• construção de ferramentas emocionais no tratamento
• recaída como parte do processo de aprendizagem
• o esforço psíquico necessário para sustentar mudanças
A recuperação não acontece apenas pela força de vontade. Ela exige clareza, reconhecimento de padrões e desenvolvimento de novas formas de atravessar situações de risco.
Um episódio sobre percepção, consciência e reconstrução.
🎙 Instituto Frontale
Com Raphael Mestres e Nicácio Mendonça - Qual é a dose terapêutica necessária para que um tratamento em dependência química funcione — sem cair na subdose que não contém o problema, nem na superdose que pode gerar efeitos iatrogênicos?
Neste episódio, partimos de um paralelo com o tratamento do autismo — que muitas vezes exige intervenções intensivas e multiprofissionais — para refletir sobre algo que aparece diariamente na clínica: quanto tratamento é suficiente para quadros crônicos e graves como a dependência química.
Falamos sobre:
A relação entre gravidade do quadro e intensidade do tratamento
Por que uma ou duas sessões semanais muitas vezes não são suficientes
A importância da composição de recursos terapêuticos (terapia individual, familiar, grupos de mútua ajuda, psiquiatria, internamento, pós-internamento)
Como avaliar se o tratamento está funcionando ao longo do tempo
Os riscos da subdose (tratamento insuficiente) e da superdose (intervenções excessivas ou mal indicadas)
Quando e como construir um internamento, evitando decisões violentas ou precipitadas
Um episódio para pais, familiares e profissionais que buscam critérios clínicos, bom senso e profundidade na tomada de decisão sobre tratamento — indo além de soluções simplistas ou extremas.
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Sobre Dependência Química com Psicanálise e Terapia Familiar
Comandado pelos psicólogos Nicácio Mendonça (CRP 08/15806) e Raphael Mestres (CRP 08/23912), do Instituto Frontale, este podcast entra a fundo em temas relacionados à Dependência Química. Temperado com muitos conhecimentos de Psicanálise e Terapia Familiar, este podcast vai revolucionar o seu entendimento sobre os problemas com drogas.
Site de podcastOuça Dependência Química com Psicanálise e Terapia Familiar, Isso não é uma sessão de análise, com Vera Iaconelli e muitos outros podcasts de todo o mundo com o aplicativo o radio.net

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