PodcastsNegóciosEcio Costa - Economia e Negócios

Ecio Costa - Economia e Negócios

Ecio Costa
Ecio Costa - Economia e Negócios
Último episódio

1640 episódios

  • Ecio Costa - Economia e Negócios

    Semana Econômica - 04/05/2026

    04/05/2026
    Informações importantes, toda segunda-feira, trazendo a semana em indicadores e movimentações da economia e do mercado.

    Não deixe de escutar e mantenha-se informado.
  • Ecio Costa - Economia e Negócios

    O que o Brasil precisa fazer para alcançar o equilíbrio fiscal?

    03/05/2026
    Este texto encerra uma série de três publicações sobre o papel do cidadão na gestão pública e seus impactos econômicos, tratando agora de outro ponto central: o que o Brasil precisa fazer para alcançar o equilíbrio fiscal. Primeiro, o país precisa encarar essa realidade dos números. Na economia pública, da mesma forma como no orçamento das famílias, não tem mágica, somente a matemática, que não é uma mágica, é uma ciência. O equilíbrio fiscal vai ocorrer quando o governo gastar menos ou igual ao que ele arrecada, excluindo, claro, o pagamento de juros, gerando o que a gente chama de superávit primário para estabilizar a dívida pública, que, por sinal, nesse atual governo, disparou e já chegou aos 80% do PIB.
  • Ecio Costa - Economia e Negócios

    Dívida pública supera os 80% do PIB, retornando ao período da pandemia

    30/04/2026
    O déficit fiscal de março veio bem mais negativo do que no ano passado explicando a piora as contas públicas. O setor público consolidado registrou déficit primário de R$ 80,7 bilhões no mês, revertendo o superávit de R$ 3,6 bilhões observado em março de 2025. Esse desempenho foi puxado principalmente pelo Governo Central, com resultado negativo de R$ 74,8 bilhões, enquanto governos regionais também contribuíram com déficit de R$ 5,4 bilhões e as estatais fecharam no vermelho em R$ 0,5 bilhão. Com isso, no acumulado em 12 meses, o déficit primário chegou a R$ 137,1 bilhões, o equivalente a 1,06% do PIB, uma piora enorme na comparação com fevereiro.

    Soma-se ao descontrole fiscal do primário, o custo da dívida. Os juros nominais somaram R$ 118,9 bilhões apenas em março, um salto expressivo em relação aos R$ 75,2 bilhões registrados no mesmo mês do ano passado. Parte dessa alta se explica por fatores pontuais, como o maior número de dias úteis, mas há também elementos estruturais, como o aumento do estoque da dívida. Além disso, houve uma piora no resultado das operações de swap cambial, que passaram de um ganho de R$ 9,9 bilhões em março de 2025 para uma perda de R$ 6,5 bilhões neste ano. No acumulado em 12 meses, os juros já somam R$ 1,08 trilhão, ou 8,35% do PIB, com o Governo Lula se encaminhando para ser o que mais pagou juros na história.

    Esse peso dos juros não é pontual, ele tem se consolidado como o principal problema estrutural das contas públicas no atual governo. As projeções indicam que a despesa com juros da dívida deve atingir níveis recordes ao longo do atual governo, com média em torno de 7,6% do PIB, a maior já observada em um mandato presidencial. Para efeito de comparação, o pico anterior havia sido no primeiro governo Lula, com média de 7,25% do PIB, enquanto o governo Bolsonaro registrou o menor patamar da série, com 4,97%.

    Quando se soma o déficit primário com a conta de juros, o resultado é um déficit nominal de R$ 199,5 bilhões em março. No acumulado em 12 meses, o rombo já atinge R$ 1.217,5 bilhões, o equivalente a 9,41% do PIB, com avanço de 0,94 p.p. em relação ao mês anterior.


    O resultado deste cenário de descontrole fiscal no primário e pagamento de juros altos para a sua manutenção resulta no crescimento expressivo da trajetória da dívida. A Dívida Bruta do Governo Geral chegou a 80,1% do PIB (R$ 10,4 trilhões), em forte trajetória de alta e um crescimento de 8,4 pontos percentuais no atual governo, mais de 10% em relação aos 71,7% de dezembro de 2022.
  • Ecio Costa - Economia e Negócios

    Superquarta com decisão de juros aqui no Brasil e nos EUA

    29/04/2026
    O anúncio da decisão do Copom acontece somente às 18h30. Mais cedo sai a decisão do Federal Reserve, às 15h nessa tão conhecida Superquarta. O contexto é muito parecido com o da reunião anterior, ainda com guerra no Oriente Médio e uma expectativa de cortes na taxa de juros aqui no Brasil de 0,25 p.p., caindo dos 14,75% para 14,50%, mas com uma divisão do mercado sobre esse tema, e manutenção nos EUA.

    A estimativa do mercado é de que a reunião do Copom tenha um tom em seu comunicado semelhante ao da decisão anterior, adotando cautela em meio ao forte cenário de incerteza que a gente vem passando. Esse tom hawkish, ou seja, mais duro, mostrando preocupações com a inflação, deve ser ainda mais forte do que o divulgado na reunião passada, reforçando a necessidade de uma condição mais cautelosa da política monetária para mitigar os efeitos de choques inflacionários que a gente vem passando. O mercado acredita que deve haver um novo corte, eu já discordo um pouco, acredito que se o Copom for mais coerente, é provável que não faça uma nova redução da taxa de juros, que aguarde e mantenha nesse patamar inalterado.

    O Boletim Focus vem indicando ao final do ano uma taxa de juros de 13%. Então, deveria acontecer ainda mais reduções para que chegue nesse alvo. Porém, o IPCA e o IPCA-15 vêm mostrando uma retomada de pressão inflacionária, o que pode impactar nessa decisão. Da última reunião do Copom para cá se passaram 45 dias, porém a guerra continua e a pressão sobre o petróleo e seus derivados também continua forte.

    Com relação ao FOMC, o Federal Open Market Committee do Federal Reserve, lá nos EUA, vai acontecer a última reunião com Jeremy Powell no comando e deve haver uma manutenção da taxa de juros na faixa de 3,50% a 3,75%, onde está desde dezembro. Mas, claro, a reunião e a coletiva de imprensa com Powell, após o anúncio da decisão, vão trazer definições de questões importantes. Inclusive, se há uma possibilidade de aumento dos juros esse ano, caso a inflação acelere.

    Esses dois movimentos devem impactar no câmbio. Hoje o Dólar está abaixo dos R$ 5,00 e havendo o corte de juros aqui, isso termina fazendo com que o Dólar se fortaleça em relação ao Real. E lá nos EUA, também havendo a manutenção da taxa de juros, vai nesse mesmo movimento, porque o spread iria estar diminuindo e o Brasil oferece bastante risco fiscal e inflacionário, o que termina fazendo com que a moeda se desvalorize em relação ao Dólar quando a taxa de juros daqui do Brasil cai.
  • Ecio Costa - Economia e Negócios

    O déficit das contas externas aumentou consideravelmente no mês de março

    28/04/2026
    As transações correntes do balanço de pagamentos foram deficitárias em US$ 6 bilhões em março deste ano na comparação com US$ 2,9 bilhões em março do ano passado, mais do que dobrando. Esse déficit na comparação interanual ocorreu principalmente da redução no superávit comercial de bens e de um aumento no déficit em renda primária.

    O superávit em renda secundária cresceu US$ 100 milhões, muito pouco, e o déficit em transações correntes nos 12 meses encerrados em março deste ano chegou a US$ 64,3 bilhões ou 2,71% do PIB, em uma comparação com US$ 61,2 bilhões ou 2,61% do PIB do mês anterior. A balança comercial de bens chegou a US$ 5,6 bilhões em março, na comparação com US$ 7,2 bilhões em março do ano passado. As exportações de US$ 31,7 bilhões tiveram um aumento de 9,5% na comparação anual. Já as importações de US$ 26,1 bilhões tiveram uma elevação muito maior, de 19,9%.

    O déficit em renda primária chamou muita atenção, foi de US$ 7,4 bilhões em março desse ano, um aumento de 17,8% na comparação com o déficit de US$ 6,3 bilhões em março do ano passado. As despesas líquidas com juros chegaram a US$ 2,6 bilhões, um aumento de 33,5% em relação ao ano passado. As despesas líquidas com lucros e dividendos chegaram a US$ 4,8 bilhões, também um aumento expressivo de 10,7%.

    O investimento direto no país, que mede o investimento estrangeiro direto, teve um ingresso líquido de US$ 6 bilhões em março deste ano, uma queda em relação aos US$ 6,3 bilhões do ano passado para o mesmo mês. Essa diferença veio de um resultado de participação de capital com US$ 4,3 bilhões, sendo US$ 1,2 bilhões em participação no capital, exceto o reinvestimento de lucros, de US$ 3,2 bilhões. O investimento estrangeiro direto aqui no país acumulado em 12 meses chegou a US$ 75,7 bilhões, 3,18% do PIB em março, na comparação com US$ 75,9 bilhões, 3,24% do PIB de fevereiro desse ano, e um aumento em relação ao ano passado, quando estava em 74,1 bilhões de dólares, mas representava 3,45% do PIB.

    Importante olhar as reservas internacionais como consequência disso. Elas tiveram uma queda para US$ 362 bilhões de dólares em março, uma redução de US$ 9,1 bilhões em relação ao mês anterior. A contribuição vem principalmente das mudanças que ocorreram nos resultados de transações correntes.

Mais podcasts de Negócios

Sobre Ecio Costa - Economia e Negócios

CEDES - Consultoria e Planejamento
Site de podcast

Ouça Ecio Costa - Economia e Negócios, Os Economistas Podcast e muitos outros podcasts de todo o mundo com o aplicativo o radio.net

Obtenha o aplicativo gratuito radio.net

  • Guardar rádios e podcasts favoritos
  • Transmissão via Wi-Fi ou Bluetooth
  • Carplay & Android Audo compatìvel
  • E ainda mais funções
Informação legal
Aplicações
Social
v8.8.14| © 2007-2026 radio.de GmbH
Generated: 5/5/2026 - 2:14:19 PM