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Ecio Costa - Economia e Negócios

Ecio Costa
Ecio Costa - Economia e Negócios
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  • Ecio Costa - Economia e Negócios

    Inclusão produtiva e programas sociais

    30/09/2026
    Os programas de transferência de renda são fundamentais para proteger famílias em situação de vulnerabilidade, garantir segurança alimentar e reduzir desigualdades. O desafio da décima segunda frente das Rotas para o Desenvolvimento de Pernambuco até 2035 é ampliar essa proteção sem perder de vista um objetivo complementar: criar condições para que mais famílias avancem em direção à autonomia econômica.

    Essa transição precisa ser gradual e segura. O acesso ao emprego formal, à qualificação profissional e ao empreendedorismo pode ampliar a renda familiar, mas é importante evitar que o ingresso no mercado de trabalho represente uma perda abrupta dos benefícios. Por isso, a proposta prevê mecanismos que reduzam a chamada armadilha da pobreza e deem mais segurança para quem está construindo uma nova trajetória de renda.

    Entre as medidas apresentadas está o Bônus de Inserção Produtiva, um incentivo financeiro temporário para beneficiários que ingressem e permaneçam no emprego formal. A estratégia também inclui o aprimoramento das regras de transição dos programas sociais e a integração do Cadastro Único às políticas de emprego, conectando beneficiários a vagas do SINE, cursos técnicos e oportunidades de empreendedorismo.

    A qualificação deve estar alinhada às oportunidades de cada território. O programa estadual de Transição para a Autonomia Econômica prevê acompanhamento individualizado, assistência social, formação profissional, intermediação de mão de obra, empreendedorismo, microcrédito e acompanhamento após a inserção produtiva. A prioridade seria para municípios com maior vulnerabilidade e menor dinamismo econômico, aproximando as políticas sociais das vocações produtivas do Agreste e dos Sertões.

    Para acompanhar os resultados, a proposta inclui um Observatório Pernambucano de Mobilidade Social e Inclusão Produtiva e Pactos Regionais envolvendo governo, municípios, instituições de ensino, Sistema S, empresas e sociedade civil. A ideia é transformar proteção social em uma ponte para mais qualificação, trabalho, renda e oportunidades, fortalecendo a autonomia das famílias e reduzindo desigualdades entre as regiões de Pernambuco.
  • Ecio Costa - Economia e Negócios

    O que a insegurança custa a Pernambuco

    28/09/2026
    O que a insegurança custa a Pernambuco.
  • Ecio Costa - Economia e Negócios

    Pernambuco tem na cultura uma força que vai muito além da identidade

    28/09/2026
    A cultura pernambucana é também patrimônio, turismo, criatividade, geração de renda e oportunidade. A diversidade regional do Estado movimenta cadeias econômicas inteiras e cria espaços para novos negócios e empregos. Na décima primeira frente das Rotas para o Desenvolvimento de Pernambuco até 2035, a valorização da cultura aparece conectada à capacidade de inovar, preservar conhecimento e ampliar a participação da população na vida econômica e social.

    A economia criativa reúne um potencial importante nesse cenário. Audiovisual, música, design, moda, gastronomia, artesanato e jogos digitais são atividades capazes de gerar renda e incorporar tecnologia e inovação. A estratégia apresentada contempla uma política estadual para o setor, conectando cultura, turismo, inovação e desenvolvimento regional, além da criação de distritos e polos criativos que aproximem patrimônio histórico, universidades e empresas.

    Preservar o patrimônio também significa criar novas oportunidades. A digitalização de acervos, a revitalização de centros históricos e a integração entre equipamentos culturais e turismo podem fortalecer a circulação de visitantes e ampliar os mercados para produtores e empreendedores locais. Ao mesmo tempo, a formação profissional em áreas criativas e a transformação digital podem facilitar o acesso a plataformas de comercialização e ampliar a presença de produtos e serviços pernambucanos em outros mercados.

    Esse processo precisa ser acompanhado por igualdade de oportunidades. O estudo destaca a importância de ampliar o acesso à educação, ao trabalho e à tecnologia, fortalecer a autonomia econômica das mulheres, promover acessibilidade e enfrentar desigualdades raciais e territoriais. Ambientes de trabalho e instituições comprometidos com diversidade, prevenção do assédio e não discriminação também fazem parte dessa agenda.

    Para acompanhar essa transformação, estão previstas uma agência estadual de inteligência da economia criativa, indicadores de desenvolvimento cultural e uma carteira permanente de projetos para patrimônio e cultura. A combinação entre identidade, criatividade, inclusão e inovação pode fortalecer as cadeias culturais de Pernambuco e transformar um dos maiores ativos do Estado em oportunidades concretas para diferentes territórios e populações.
  • Ecio Costa - Economia e Negócios

    O potencial de Pernambuco na inovação em saúde

    25/09/2026
    Na nossa série sobre as Rotas para o Desenvolvimento de Pernambuco até 2035, chegamos à nona frente estratégica: saúde. Além de ser essencial para a qualidade de vida, o setor se tornou uma importante infraestrutura econômica, capaz de movimentar empregos qualificados, pesquisa, inovação, investimentos e produção industrial. O envelhecimento da população e a incorporação de novas tecnologias ampliam ainda mais esse potencial.

    Pernambuco reúne ativos importantes para avançar nessa direção. O Estado possui um dos principais polos médicos do país, universidades, centros de pesquisa, hospitais, empresas especializadas e um ecossistema de inovação representado pelo Porto Digital. A integração entre esses setores pode fortalecer um Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS) de alcance regional, ampliando a produção local e reduzindo vulnerabilidades em cadeias estratégicas.

    Essa integração também pode aproximar a saúde da indústria pernambucana. O polo têxtil de Caruaru, Santa Cruz do Capibaribe e Toritama, por exemplo, possui potencial para ampliar a fabricação de EPIs, vestuário hospitalar, tecidos técnicos e outros insumos. Ao mesmo tempo, a formação de profissionais em engenharia clínica, saúde digital, automação hospitalar e tecnologias biomédicas pode ampliar a autonomia tecnológica das unidades de saúde do interior.

    A inovação é outro eixo central dessa estratégia. O estudo prevê a atração de investimentos em biotecnologia, indústria farmacêutica, dispositivos médicos e medicina digital, além da criação de uma plataforma estadual integrando prontuários, regulação, telemedicina, inteligência artificial e monitoramento remoto. A proposta também contempla redes de cuidados continuados e reabilitação, acompanhando as transformações demográficas e o aumento das doenças crônicas.

    Com a articulação entre assistência, indústria, ciência, tecnologia e formação profissional, Pernambuco pode fortalecer sua capacidade de desenvolver soluções próprias e ampliar sua inserção nas cadeias de inovação em saúde. A criação de um observatório estadual do CEIS ajudaria a acompanhar investimentos, produção, pesquisa, empregos e competitividade, transformando a saúde em uma frente estratégica para o desenvolvimento regional.
  • Ecio Costa - Economia e Negócios

    Planejamento urbano: cidades que sustentam o desenvolvimento

    24/09/2026
    Na nossa série sobre as Rotas para o Desenvolvimento de Pernambuco até 2035, chegamos à oitava frente estratégica: planejamento e desenvolvimento urbano. O crescimento das cidades, tanto na Região Metropolitana do Recife quanto nos polos do interior, coloca a política urbana no centro da estratégia de desenvolvimento, influenciando diretamente a produtividade, a atração de investimentos e a qualidade de vida.
    Nesse contexto, os atuais planos diretores precisam evoluir para planos estratégicos, capazes de integrar mobilidade, habitação, infraestrutura, transição climática e modernização dos licenciamentos. O uso mais eficiente de instrumentos previstos no Estatuto da Cidade, como a outorga onerosa e as operações urbanas consorciadas, também pode permitir que parte da valorização gerada pelos investimentos públicos seja reinvestida na melhoria das próprias cidades.
    Um crescimento urbano mais eficiente passa pelo adensamento inteligente, pela requalificação de áreas centrais e pelo desenvolvimento orientado ao transporte coletivo, reduzindo a expansão periférica desordenada. Nas regiões metropolitanas e aglomerações urbanas, uma governança interfederativa mais estruturada é necessária para enfrentar de forma integrada desafios como mobilidade, saneamento, drenagem e segurança.
    A tecnologia também pode ampliar a capacidade de planejamento dos municípios. Entre as iniciativas previstas estão um programa estadual de cidades inteligentes e inteligência territorial, utilizando geoprocessamento, cadastro territorial, sensoriamento remoto, inteligência artificial e sistemas de monitoramento urbano. A modernização da gestão deve ser acompanhada pelo fortalecimento da estrutura estadual responsável pelo planejamento e pela produção de indicadores territorializados.
    Uma carteira permanente de projetos urbanos pode organizar investimentos em requalificação de áreas centrais, mobilidade sustentável, infraestrutura verde e azul, habitação de interesse social, revitalização de frentes d’água e distritos de inovação. Planejar melhor as cidades significa antecipar problemas, reduzir custos e criar ambientes urbanos mais preparados para receber pessoas, atividades econômicas e investimentos.
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