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Ecio Costa - Economia e Negócios

Ecio Costa
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  • Ecio Costa - Economia e Negócios

    O Banco Master vai obrigar o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) a realizar o maior desembolso desde sua criação, em 1995

    21/1/2026
    Desde 1996, o FGC desembolsou R$ 6,2 bilhões líquidos, após considerar recuperações e créditos perdidos, em valores nominais, conforme relatórios divulgados até outubro do ano passado.

    Os maiores pagamentos vieram do Banco Bamerindus, com R$ 3,7 bilhões, do Banco Cruzeiro do Sul, com R$ 1,96 bilhão, do Banco BVA, com R$ 1,22 bilhão, além do BRK, com R$ 1,75 bilhão. Para completar a lista dos 5 maiores, o Banco Rural demandou R$ 924 milhões. Esses cinco casos respondem por mais de 70% de todo o valor indenizado desde a criação do fundo.

    Para se ter uma ideia da dimensão do caso atual, o Banco Master sozinho vai extrapolar todos os parâmetros históricos, com um pagamento estimado até o momento em R$ 41 bilhões aos investidores. A indenização contempla principalmente títulos de renda fixa, como CDBs, LCIs e LCAs, além de recursos em conta, que não é o caso do Banco Master, respeitando o limite de até R$ 250 mil por investidor, por CPF, e por instituição.

    Ao longo desse período, foram pagos 4.256.539 clientes, sendo cerca de 4,2 milhões por garantia ordinária e 872 por garantia especial. O caso mais emblemático foi o do Bamerindus, com 3,9 milhões de clientes indenizados, o que corresponde sozinho a cerca de 92% de todos os ressarcimentos realizados até hoje. Em anos mais recentes, destacam-se a Portocred CFI, com 12.058 clientes, ainda em fase final de pagamento, o BRK CFI, em 2023, com 40.893 clientes, e a Dacasa CFI, em 2020, com 22.130 clientes.

    O intervalo entre a decretação do Regime Especial e o início dos pagamentos variou de zero a três anos e oito meses, mas, na maior parte dos casos, ficou entre 15 e 60 dias. Desde 2011, o FGC passou a realizar os pagamentos diretamente aos credores, o que reduziu esse prazo. Exemplos recentes incluem o Banco Neon, com 14 dias; a Domus Cia Hipotecária, com 15 dias; a Portocred, com 27 dias; e o BRK, com 33 dias. Casos excepcionais de demora ocorreram por disputas judiciais ou entraves extrajudiciais, como no caso do BFI, cujo pagamento aconteceu somente três anos e oito meses depois.

    A liquidação do Banco Master ocorre em um cenário diferente dos grandes colapsos dos anos 1990 e 2000, quando o sistema financeiro ainda consolidava seus mecanismos de supervisão e resolução bancária. Hoje, as regras de fiscalização do Banco Central são mais rígidas, assim como os processos de liquidação de bancos que enfrentam problemas de liquidez ou de patrimônio, fatores que normalmente levam à decretação da liquidação. No caso do Banco Master, o cadastro já foi realizado para mais de 800 mil investidores, e a promessa é que, nas próximas 48 horas úteis desde o cadastro, os investidores recebam até R$ 250 mil dos investimentos em renda fixa que foram feitos nesse fundo.
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    Brasil bate recorde de passageiros em voos e Aeroporto do Recife se consolida como hub do Nordeste

    20/1/2026
    O ano de 2025 foi o melhor para história da aviação no Brasil e em Pernambuco, com o Aeroporto do Recife se consolidando como líder da região Nordeste em número de voos, conforme dados da ANAC. Os aeroportos do país transportaram 129,6 milhões de passageiros em 2025, sendo a primeira vez que o setor superou a marca de 120 milhões de passageiros em um único ano.

    Foram 129,6 milhões de passageiros em voos domésticos e internacionais, o que representa um aumento de 9,2% em relação ao recorde anterior, registrado em 2019, e de 9,4% em comparação com 2024. No setor internacional, foram 28,4 milhões de passageiros, uma alta de 13,4% em relação ao ano anterior, que detinha o recorde com 25 milhões de passageiros.

    A demanda e a oferta também apresentaram crescimento no ano. Considerando os mercados doméstico e internacional, a demanda cresceu 11,3% e a oferta, 10,2%. No mercado doméstico, o crescimento foi de 10,6% na demanda e 8,5% na oferta. Já no mercado internacional, a demanda aumentou 11,7% e a oferta, 11,3%. Esse momento vem do período pós-pandemia, quando em 2020, no auge da crise sanitária, houve uma queda para 51,2 milhões de passageiros transportados. Desde então, esse movimento de recuperação vem se intensificando.

    Para consolidar Pernambuco e o Recife como líderes do Nordeste em voos, a ANAC confirma que, em janeiro deste ano, com quase 7 mil operações previstas, o Aeroporto Internacional dos Guararapes apresenta uma elevação de 11% na movimentação, ampliando também a conectividade. O terminal pernambucano possui a maior malha aérea da região no mês de janeiro, impulsionada pela alta temporada de verão e pelo Carnaval.

    Ao todo, estão previstos 6.921 voos entre pousos e decolagens, o que representa um aumento de 11,07% em relação a dezembro. O aeroporto mantém uma média de 223 operações diárias, conectando o estado com os principais centros urbanos do país e com o exterior.

    No mercado internacional, o destaque são os 324 voos programados para janeiro, ampliando a capilaridade global do terminal, que atende a nove destinos. Nesse ranking de conectividade internacional, os principais destinos são Portugal, com 122 operações; Argentina, com 114 voos; e, Espanha, com 44 voos. Esses números mostram a consolidação de Pernambuco como um destino relevante para turistas nacionais e internacionais, além de reforçar sua importância para as atividades de negócios e para a logística.
  • Ecio Costa - Economia e Negócios

    Semana Econômica - 19/01/2026

    18/1/2026
    Informações importantes, toda segunda-feira, trazendo a semana em indicadores e movimentações da economia e do mercado.

    Não deixe de escutar e mantenha-se informado.
  • Ecio Costa - Economia e Negócios

    IBC-Br surpreende em novembro e aponta crescimento da atividade econômica

    16/1/2026
    O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) registrou alta de 0,7% em novembro na comparação com outubro, segundo dados divulgados pelo Banco Central. O resultado veio acima da mediana das estimativas do mercado, que apontava crescimento de 0,4%. O resultado também chama atenção, pois o setor de serviços mostrou queda de 0,1% em novembro, segundo o IBGE, mas apresentou alta de 0,6% segundo o IBC-Br.

    Com esse desempenho, a atividade econômica manteve um ritmo positivo ao longo do trimestre encerrado em novembro, acumulando crescimento de 1,4% em relação ao trimestre imediatamente anterior. Na comparação com novembro do ano passado, o indicador mostrou expansão de 1,2%. Já no acumulado em 12 meses até novembro, o IBC-Br avançou 2,4%. O mesmo percentual foi registrado no resultado acumulado do ano.

    Além do resultado agregado, na abertura setorial do índice, em novembro, a agropecuária apresentou retração de 0,3% frente a outubro. Em contrapartida, a indústria avançou 0,8%, enquanto o setor de serviços registrou crescimento de 0,6%. O componente de impostos teve alta mais expressiva, de 1,13%, e o IBC-Br excluindo a agropecuária também mostrou expansão de 0,7%.

    Embora seja frequentemente utilizado como um termômetro da economia, o IBC-Br não substitui o Produto Interno Bruto (PIB), calculado pelo IBGE. Isso porque os dois indicadores têm metodologias parecidas, mas periodicidades diferentes. Enquanto o IBC-Br é divulgado mensalmente e permite um acompanhamento mais próximo da evolução da atividade ao longo do ano, o PIB, de frequência trimestral, oferece uma visão mais ampla e detalhada do desempenho da economia como um todo.

    O próprio BC ressalta que, devido às diferenças metodológicas em relação às contas nacionais do IBGE, é esperado que as divergências entre o IBC-Br e o PIB sejam mais significativas nas aberturas setoriais do que nos indicadores agregados. A diferença no setor de serviços chama atenção, pois o setor representa mais de 70% do PIB brasileiro.

    O PIB do último trimestre somente será divulgado após a apresentação dos dados referentes aos desempenhos da indústria, varejo e serviços, pelo IBGE, ao longo do próximo mês. De todo jeito, em contraste com o IBC-Br de novembro, a indicação de tendência dessas variáveis, pelo IBGE, é de uma desaceleração da economia.
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    Vendas do varejo surpreendem em novembro

    15/1/2026
    As vendas do comércio varejista cresceram 1,0% em novembro na comparação com outubro. Frente a novembro de 2024, o volume subiu 1,3%, enquanto o acumulado de 2025 e o dos últimos 12 meses passou a registrar alta de 1,5%. Em termos de receita, o desempenho foi melhor. O faturamento do varejo cresceu 4,2% na comparação interanual, mostrando uma expansão de 6,5% no ano e de 6,6% em 12 meses.

    O varejo ampliado, que inclui segmentos mais sensíveis ao crédito e ao investimento, como veículos, material de construção e o atacado especializado em alimentos, bebidas e fumo, também registrou crescimento. O volume de vendas avançou 0,7% em novembro frente a outubro. Apesar disso, o desempenho interanual ainda foi negativo (-0,3%), assim como o acumulado do ano (-0,3%) e dos últimos 12 meses (-0,2%).

    Na passagem de outubro para novembro, sete das oito atividades do comércio varejista apresentaram taxas positivas. O principal destaque ficou com Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação, que cresceu 4,1%, seguido por Móveis e eletrodomésticos (2,3%) e Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (2,2%). Outros artigos de uso pessoal e doméstico (2,0%), Livros, jornais, revistas e papelaria (1,5%), Hiper e supermercados (1,0%) e Combustíveis e lubrificantes (0,6%) também tiveram desempenho positivo. A única queda no período foi observada em Tecidos, vestuário e calçados (-0,8%). No varejo ampliado, Material de construção avançou 0,8%, enquanto Veículos e motos, partes e peças recuou 0,2%.


    Na comparação com novembro de 2024, cinco das oito atividades do varejo registraram crescimento. O maior destaque foi novamente o segmento de Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação, com alta de 9,9%, terceiro resultado positivo consecutivo após a queda registrada em agosto. As vendas de Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria cresceram 7,2%, marcando a 33ª alta consecutiva do setor. Esse grupamento exerceu a maior influência positiva sobre o resultado global do varejo, respondendo por 0,6 p.p. dos 1,3% de crescimento interanual.

    Móveis e eletrodomésticos teve desempenho relevante, com crescimento de 5,2% na comparação anual. Outros artigos de uso pessoal e doméstico avançou 4,7%, completando oito meses consecutivos de resultados positivos. O segmento de Livros, jornais, revistas e papelaria também apresentou recuperação, com alta de 5,9%, apesar de ainda registrar perdas no acumulado do ano (-0,8%) e em 12 meses (-1,2%).

    Por outro lado, alguns segmentos seguem enfrentando dificuldades. Hiper e supermercados teve variação próxima de zero pelo segundo mês consecutivo e não registra crescimento desde julho. Combustíveis e lubrificantes recuou 1,3% na comparação anual; e, Tecidos, vestuário e calçados apresentou queda de 4,0%, acumulando o terceiro resultado negativo consecutivo e desacelerando seus ganhos tanto no acumulado do ano quanto em 12 meses.

    No varejo ampliado, o desempenho negativo foi puxado principalmente por Veículos e motos, partes e peças, que registrou queda de 5,8% frente a novembro de 2024, sexto resultado negativo seguido e principal influência negativa sobre o indicador interanual. Material de construção também apresentou retração de 3,0%, acumulando perdas no segundo semestre e passando para o campo negativo no acumulado do ano. Já Atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo cresceu 0,9% na comparação interanual, mas ainda mantém resultados negativos no acumulado do ano e em 12 meses.

    Regionalmente, o comércio varejista apresentou desempenho positivo na maior parte do país. Na comparação com outubro, 23 das 27 Unidades da Federação registraram crescimento, com destaque para Rondônia (9,2%), Roraima (4,5%) e Espírito Santo (4,3%). No varejo ampliado, 22 estados apresentaram alta no período, com ênfase para Rondônia (8,3%), Mato Grosso do Sul (7,7%) e Roraima (3,4%).

    O mês de novembro vem se consolidando como um mês relevante para vendas de final do ano, com Black Friday como principal atrativo. O crescimento do ritmo das vendas em relação a outubro mostra isso, mas talvez não se repita no mês de dezembro, segundo algumas indicações de outros levantamentos, como o Índice de Vendas da Cielo apontou.

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