As vendas do comércio varejista cresceram 1,0% em novembro na comparação com outubro. Frente a novembro de 2024, o volume subiu 1,3%, enquanto o acumulado de 2025 e o dos últimos 12 meses passou a registrar alta de 1,5%. Em termos de receita, o desempenho foi melhor. O faturamento do varejo cresceu 4,2% na comparação interanual, mostrando uma expansão de 6,5% no ano e de 6,6% em 12 meses.
O varejo ampliado, que inclui segmentos mais sensíveis ao crédito e ao investimento, como veículos, material de construção e o atacado especializado em alimentos, bebidas e fumo, também registrou crescimento. O volume de vendas avançou 0,7% em novembro frente a outubro. Apesar disso, o desempenho interanual ainda foi negativo (-0,3%), assim como o acumulado do ano (-0,3%) e dos últimos 12 meses (-0,2%).
Na passagem de outubro para novembro, sete das oito atividades do comércio varejista apresentaram taxas positivas. O principal destaque ficou com Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação, que cresceu 4,1%, seguido por Móveis e eletrodomésticos (2,3%) e Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (2,2%). Outros artigos de uso pessoal e doméstico (2,0%), Livros, jornais, revistas e papelaria (1,5%), Hiper e supermercados (1,0%) e Combustíveis e lubrificantes (0,6%) também tiveram desempenho positivo. A única queda no período foi observada em Tecidos, vestuário e calçados (-0,8%). No varejo ampliado, Material de construção avançou 0,8%, enquanto Veículos e motos, partes e peças recuou 0,2%.
Na comparação com novembro de 2024, cinco das oito atividades do varejo registraram crescimento. O maior destaque foi novamente o segmento de Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação, com alta de 9,9%, terceiro resultado positivo consecutivo após a queda registrada em agosto. As vendas de Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria cresceram 7,2%, marcando a 33ª alta consecutiva do setor. Esse grupamento exerceu a maior influência positiva sobre o resultado global do varejo, respondendo por 0,6 p.p. dos 1,3% de crescimento interanual.
Móveis e eletrodomésticos teve desempenho relevante, com crescimento de 5,2% na comparação anual. Outros artigos de uso pessoal e doméstico avançou 4,7%, completando oito meses consecutivos de resultados positivos. O segmento de Livros, jornais, revistas e papelaria também apresentou recuperação, com alta de 5,9%, apesar de ainda registrar perdas no acumulado do ano (-0,8%) e em 12 meses (-1,2%).
Por outro lado, alguns segmentos seguem enfrentando dificuldades. Hiper e supermercados teve variação próxima de zero pelo segundo mês consecutivo e não registra crescimento desde julho. Combustíveis e lubrificantes recuou 1,3% na comparação anual; e, Tecidos, vestuário e calçados apresentou queda de 4,0%, acumulando o terceiro resultado negativo consecutivo e desacelerando seus ganhos tanto no acumulado do ano quanto em 12 meses.
No varejo ampliado, o desempenho negativo foi puxado principalmente por Veículos e motos, partes e peças, que registrou queda de 5,8% frente a novembro de 2024, sexto resultado negativo seguido e principal influência negativa sobre o indicador interanual. Material de construção também apresentou retração de 3,0%, acumulando perdas no segundo semestre e passando para o campo negativo no acumulado do ano. Já Atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo cresceu 0,9% na comparação interanual, mas ainda mantém resultados negativos no acumulado do ano e em 12 meses.
Regionalmente, o comércio varejista apresentou desempenho positivo na maior parte do país. Na comparação com outubro, 23 das 27 Unidades da Federação registraram crescimento, com destaque para Rondônia (9,2%), Roraima (4,5%) e Espírito Santo (4,3%). No varejo ampliado, 22 estados apresentaram alta no período, com ênfase para Rondônia (8,3%), Mato Grosso do Sul (7,7%) e Roraima (3,4%).
O mês de novembro vem se consolidando como um mês relevante para vendas de final do ano, com Black Friday como principal atrativo. O crescimento do ritmo das vendas em relação a outubro mostra isso, mas talvez não se repita no mês de dezembro, segundo algumas indicações de outros levantamentos, como o Índice de Vendas da Cielo apontou.