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Ecio Costa - Economia e Negócios

Ecio Costa
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  • Ecio Costa - Economia e Negócios

    A Força da Economia de Pernambuco Lidera o Nordeste no IBCR

    21/10/2026
    O Banco Central divulgou os dados do Índice de Atividade Econômica Regional (IBCR) referentes ao mês de agosto, e os números confirmam um cenário de forte pujança econômica. Pernambuco não apenas consolidou a sua retomada, como manteve a liderança isolada do crescimento econômico em todo o Nordeste, com um crescimento de 1,7% na passagem mensal e de 4,9% no acumulado do ano, descolando-se positivamente das médias da nossa região.
    No panorama nacional, o desempenho pernambucano é ainda mais expressivo e digno de destaque. Os valores observados mostram que o Estado cravou o segundo maior crescimento de todo o país, somente atrás do Rio de Janeiro, um feito registrado em duas métricas cruciais: tanto no acumulado do ano até agosto (5,0% vs. 4,9%) quanto no acumulado dos últimos 12 meses (4,8% vs. 3,8%). Essa consistência nos dados do IBCR — que funciona como a principal e mais precisa prévia do Produto Interno Bruto (PIB) calculada pelo Banco Central — atesta que a nossa economia deixou a estagnação para trás e engatou uma marcha de expansão real e sustentável.
    O que explica essa tração tão vigorosa? A resposta direta está no excelente desempenho de dois motores vitais: os setores de serviços e a indústria. O setor de serviços, que é o nosso maior empregador e responde pela maior fatia da riqueza estadual, com 75% do PIB de Pernambuco, demonstrou uma robustez notável ao longo deste ano, sendo fortemente impulsionado pela logística, tecnologia e turismo. Paralelamente, a nossa indústria voltou a operar com força, puxando a produção de bens, gerando empregos de maior qualificação e dinamizando toda a cadeia produtiva ao seu redor.
    O resultado divulgado hoje prova que Pernambuco reencontrou a sua vocação histórica para o protagonismo. Quando o setor produtivo encontra um ambiente favorável para investir, o Estado avança. Com planejamento rigoroso e atração contínua de negócios, continuamos a construir os alicerces necessários para gerar mais renda, multiplicar empregos e liderar o desenvolvimento de forma inquestionável.
  • Ecio Costa - Economia e Negócios

    Turismo em Pernambuco Tem Crescimento Recorde de 65% em um ano e Pode Gerar Novas Oportunidades de Negócios

    20/10/2026
    Pernambuco tem no turismo uma oportunidade de movimentar a economia, atrair investimentos e abrir espaço para novos negócios. O crescimento do número de visitantes amplia o mercado para hotéis, restaurantes, comércio, transporte e pequenos empreendedores que oferecem produtos e serviços aos turistas.
    Entre janeiro e setembro de 2026, o estado recebeu 116.773 turistas internacionais, alta de aproximadamente 65% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram registrados 70.959 visitantes. Em apenas nove meses, Pernambuco já superou o total de estrangeiros recebidos durante todo o ano passado, de 113.273 pessoas.
    Pernambuco também se destaca no mercado nacional. Porto de Galinhas ocupa a sexta posição entre os destinos mais vendidos pelas operadoras associadas à Associação Brasileira das Operadoras de Turismo (Braztoa), enquanto Recife aparece em oitavo lugar. Essa visibilidade ajuda a atrair novos públicos e ampliar as oportunidades para empresas locais.
    O bom momento se estende ao Nordeste. Entre janeiro e setembro de 2026, a região registrou crescimento de 32,5% nas chegadas de turistas internacionais, considerando todas as vias de entrada no país. O cenário também é favorável no Brasil. Os gastos de turistas estrangeiros chegaram a R$ 38,7 bilhões entre janeiro e agosto de 2026, recorde para o período.
    O crescimento do turismo beneficia diferentes atividades econômicas. Mais visitantes podem significar aumento da demanda por hospedagem, alimentação, passeios e compras, criando oportunidades para empreendedores de diversos portes. Para aproveitar esse potencial, porém, é importante investir na qualidade dos serviços, na infraestrutura, na segurança e no acesso aos destinos.
    Os números mostram que Pernambuco tem espaço para aproveitar a expansão do turismo. O desafio é transformar a chegada de mais visitantes em faturamento para as empresas, geração de empregos e renda para a população. Assim, o turismo pode ganhar ainda mais importância para o desenvolvimento econômico pernambucano.
  • Ecio Costa - Economia e Negócios

    A Asfixia do Crédito, o Descontrole Fiscal e os 75 Milhões de Inadimplentes

    20/10/2026
    A divulgação dos dados de setembro sobre o endividamento revela uma fratura exposta na economia. Segundo a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e o SPC Brasil, o país encerrou o mês de setembro com a assustadora marca de 75,05 milhões de consumidores negativados. Na prática, isso significa que 44,67% da população adulta brasileira encontra-se com contas em atraso e o nome sujo na praça.
    Os números refletem a rápida deterioração do orçamento doméstico. Apenas na passagem de agosto para setembro, houve um avanço de 2,07% no contingente de inadimplentes. Em média, cada cidadão deve R$ 5.240,29 a 2,36 empresas credoras diferentes. Mas o que leva uma fatia tão gigantesca da população a perder o controle financeiro de forma tão aguda? A resposta principal reside no descontrole das contas públicas.
    A raiz dessa asfixia está na manutenção de uma política monetária restritiva, um remédio amargo aplicado pelo Banco Central. Quando o governo abandona a responsabilidade fiscal e expande os gastos correntes de forma desordenada, a percepção de risco institucional dispara. Para conter a inflação estimulada por esses excessos orçamentários, o BC é tecnicamente obrigado a agir elevando e mantendo a taxa básica de juros (Selic) em patamares elevados.
    No final, é o cidadão quem paga a conta dessa ineficiência. O desequilíbrio orçamentário do Estado suga os recursos do mercado e encarece brutalmente o custo do dinheiro para a iniciativa privada. O cartão de crédito e o cheque especial tornam-se armadilhas financeiras intransponíveis. Quando as famílias precisam rolar dívidas até mesmo para sustentar o consumo de itens básicos, deparam-se com juros proibitivos, sendo engolidas rapidamente pela espiral da inadimplência.
    O alarmante contingente de 75 milhões de devedores é a prova material de que nenhuma retórica política se sustenta sobre os escombros da irresponsabilidade fiscal. Para que o brasileiro recupere o seu poder de compra, o acesso ao crédito e o seu fôlego financeiro, o país precisa voltar a demonstrar de forma contundente que sabe gastar menos do que arrecada, pavimentando o caminho para a tão necessária redução estrutural na nossa curva de juros.
  • Ecio Costa - Economia e Negócios

    O Leão do Norte Continua Avançando

    19/10/2026
    Pernambuco vive, hoje, um momento econômico ímpar. Após anos de desafios fiscais e de infraestrutura, o Estado começa a pavimentar o caminho para um ciclo de crescimento consistente. A transição se baseia em uma combinação virtuosa de atração de investimentos, políticas e estudos rigorosos. O resultado já é visível nos indicadores recentes.
    Os dados atestam que Pernambuco desgarrou da média nacional de forma contundente. O Índice de Atividade Econômica Regional (IBCR), prévia do PIB calculada pelo Banco Central, mostrou que o Estado liderou o crescimento no Brasil, com alta de 5,32% entre janeiro e julho de 2026. Esse avanço representa uma velocidade de expansão mais de três vezes superior à média nacional.
    O Produto Interno Bruto (PIB) estadual também surpreende positivamente. Apenas no primeiro semestre de 2026, cravou uma expansão de 4,8% — o dobro do crescimento registrado pelo Nordeste (2,3%) —, fazendo com que Pernambuco respondesse por 40% de todo o avanço econômico regional. Esse dinamismo é puxado pela indústria e serviços.
    Para que o desenvolvimento seja perene, os investimentos logísticos assumem protagonismo. O Complexo de Suape e o Porto do Recife estão recebendo aportes estratégicos. Isso é vital diante da janela histórica do acordo entre o Mercosul e a União Europeia. Com potencial para atingir 700 milhões de consumidores, analistas apontam que Suape pode até quintuplicar sua movimentação para a Europa.
    Mas nenhuma nação prospera sem prioridades. Com essa visão, coordenei o estudo "Rotas para o Desenvolvimento de Pernambuco até 2035". O documento estabelece diretrizes estratégicas — da modernização logística à formação humana —, focando em educação conectada ao mercado, competitividade, infraestrutura digital e na interiorização. Pernambuco tem as cartas para liderar a retomada. O motor já pegou no tranco; agora é focar na eficiência para acelerar.
  • Ecio Costa - Economia e Negócios

    O Preço da Tarifa Zero: Não se Conhece o Impacto Fiscal na Reta Final das Eleições em Mais um Anúncio Populista

    15/10/2026
    O anúncio de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) pelo governo federal para instituir o passe livre nos transportes coletivos aos finais de semana e feriados, feito a poucos dias do segundo turno das eleições, joga luz sobre uma máxima da economia: não existe almoço grátis. Toda gratuidade tem um custo de operação, e ele é invariavelmente repassado ao pagador de impostos.
    A proposta governamental sugere que a medida, válida para todas as cidades brasileiras com sistemas operacionais de transporte, seja financiada por meio do redirecionamento de emendas parlamentares. Contudo, o grande problema reside na absoluta falta de previsibilidade e transparência fiscal. Até o momento, o Palácio do Planalto não apresentou estimativas claras sobre o tamanho exato da despesa, nem se o remanejamento dessas emendas cobrirá o custo de forma integral ou apenas parcial.
    Sob a ótica macroeconômica, o impacto dessa medida levanta alertas severos. O financiamento do transporte público já é considerado um gargalo estrutural histórico para as prefeituras brasileiras. Assumir ou subsidiar essa despesa em nível federal sem um planejamento de longo prazo agrava a deterioração das contas públicas. Ao vincular o custeio a emendas parlamentares, o Estado não está criando um novo recurso financeiro; ele está apenas desviando verbas que, em tese, deveriam financiar obras de infraestrutura, saneamento básico, saúde e educação nas bases dos parlamentares.
    Como eu já disse antes, por diversas vezes, quando o governo propõe novas despesas permanentes em meio a um cenário de déficit, o prêmio de risco do país dispara. O mercado financeiro precifica imediatamente o aumento do endividamento, forçando o Banco Central a manter a taxa de juros (Selic) em patamares restritivos para conter a fuga de capitais e impedir o avanço da inflação. Na prática, juros altos encarecem o crédito, freiam o consumo das famílias e travam os investimentos produtivos do empresariado.
    Políticas públicas de transporte são fundamentais para a mobilidade e o dinamismo urbano, mas devem ser desenhadas com base em critérios estritamente técnicos, e não ditadas pelo apelo do calendário eleitoral. Prometer benesses multibilionárias de última hora, no vácuo de estudos de viabilidade econômica, apenas engessa ainda mais o Orçamento e ameaça a estabilidade do país. O Brasil clama por eficiência e responsabilidade, pois a pesada fatura da ilusão tarifária chegará em forma de juros e inflação logo após o fechamento das urnas.
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