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Ecio Costa - Economia e Negócios

Ecio Costa
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  • Ecio Costa - Economia e Negócios

    O Real, com o Dólar abaixo de R$ 5,00, é até o momento a moeda que mais se valorizou frente à moeda americana em 2026

    23/04/2026
    Na comparação com outras 27 moedas, o Real apresentou a maior apreciação no ano, com alta acumulada de 10,4%. Atualmente, a cotação está em torno de R$ 4,95, o menor patamar desde março. Assim como ocorreu após o início da guerra na Ucrânia, o Real volta a se valorizar no contexto do atual conflito envolvendo o Irã. E o motivo é justamente o encarecimento do petróleo. A alta do barril e de outras commodities incentiva a exportação desses produtos pelo Brasil, gerando maior entrada de Dólares no país.

    Esse encarecimento também contribui para as contas públicas, já que deve aumentar a arrecadação do governo com royalties, um movimento potencializado pela elevação do preço do petróleo. Isso pode, inclusive, favorecer medidas de estímulo por parte do governo, principalmente em ano eleitoral, um problema que vai na contramão da queda do Dólar. O FMI revisou a projeção de crescimento do PIB brasileiro para 1,9% em 2026, enquanto o conflito no Oriente Médio reduziu a expectativa de expansão da economia global.

    A política monetária contracionista no Brasil também contribui fortemente para a valorização do Real. Apesar da perspectiva de corte de juros, que vem sendo revisada, o país ainda possui um dos maiores juros reais do mundo. A taxa Selic teve redução de 15% para 14,75%, sinalizando flexibilização monetária, mas em ritmo menor do que o esperado, especialmente diante da elevação das expectativas de inflação. Atualmente, projeta-se uma inflação de 4,8% ao final do ano, acima da meta de 3% e do teto de 4,5%. Com isso, os juros reais, diferença entre a Selic e a inflação, ficam próximos de 10% ao ano, entre os mais altos do mundo, o que atrai capital estrangeiro.

    Os investidores têm direcionado recursos para a economia brasileira, tanto para a bolsa quanto para títulos públicos, que oferecem juros reais elevados. Esse cenário também se soma a uma política do governo americano de desvalorização do dólar, com o objetivo de estimular suas exportações. No entanto, esse quadro pode mudar. Por estarmos em ano eleitoral, um aumento de gastos acima do previsto pode gerar maior preocupação fiscal, elevando o risco e provocando saída de dólares do país, o que pressionaria a moeda para cima. Por enquanto, seguimos com o dólar abaixo de R$ 5,00, com tendência de manutenção nesse patamar.
  • Ecio Costa - Economia e Negócios

    O que o Brasil ainda precisa aprender no combate à corrupção?

    22/04/2026
    Este texto dá continuidade a uma série de três publicações sobre o papel do cidadão na gestão pública e seus impactos econômicos. Com relação à questão da corrupção e ao seu combate, é importante observar que já tivemos algumas medidas no passado que representaram avanços importantes. Temos a Lei de Responsabilidade Fiscal, a Lei de Acesso à Informação, e a digitalização de diversos serviços públicos e das contas públicas, da aplicação dos recursos. Esses avanços diminuíram a interação física e a chance de geração de corrupção por meio de propina e outras formas ilícitas. Mas, ainda assim, você vê casos relevantes de corrupção que chamam bastante atenção.
  • Ecio Costa - Economia e Negócios

    Semana Econômica - 20/04/2026

    20/04/2026
    Informações importantes, toda segunda-feira, trazendo a semana em indicadores e movimentações da economia e do mercado.

    Não deixe de escutar e mantenha-se informado.
  • Ecio Costa - Economia e Negócios

    Eleições 2026, em que o cidadão deveria ficar atento?

    17/04/2026
    Este texto inaugura uma série de três análises minhas sobre o papel do cidadão na gestão pública e seus impactos econômicos, começando por uma pergunta central: Por que é importante o cidadão fiscalizar os gastos públicos? Este é um dos pilares fundamentais para uma democracia saudável e para uma economia equilibrada. É importante lembrar de uma premissa básica: não existe dinheiro público, existe o dinheiro do pagador de impostos. Tudo que o governo gasta é fruto do trabalho, do consumo e da produção de toda a sociedade. E aqui no Brasil, todos esses itens são tributados, e com uma carga bastante elevada, inclusive, em 2025, batemos recorde do percentual do PIB que é tributado.
  • Ecio Costa - Economia e Negócios

    Indústria ajuda a economia brasileira em seu avanço de fevereiro

    16/04/2026
    A prévia do PIB avançou 0,6% frente a janeiro, superando a expectativa do mercado, que apontava para uma alta de 0,5%. O resultado do mês foi puxado principalmente pela indústria, que cresceu 1,2% e liderou o desempenho entre os setores, enquanto a agropecuária teve alta de 0,2%, e serviços (segmento de maior peso na economia) avançou 0,3%. Mesmo ao excluir a agropecuária, o indicador manteve alta de 0,6%, sinalizando que o crescimento não ficou concentrado em um único setor.

    Na comparação com fevereiro de 2025, o quadro revela perda de fôlego, com recuo de 0,3% na atividade econômica. Esse resultado foi influenciado pelas quedas de 1,3% tanto na agropecuária quanto na indústria, enquanto serviços cresceu apenas 1%. No acumulado do primeiro bimestre, o IBC-Br registra alta de 0,4%, indicando um início de ano marcado por expansão, mas ainda em ritmo fraco. Já no acumulado em 12 meses, o crescimento de 1,9% reforça essa leitura de desaceleração, com a agropecuária se destacando como principal motor, ao avançar 9,7%, seguida por serviços, com 1,9%, e pela indústria, que cresceu apenas 0,8%.

    Esse movimento ocorre em um ambiente ainda marcado pelos efeitos do ciclo de alta de juros promovido pelo Banco Central para combater a inflação e a contínua expansão fiscal, que elevou a taxa Selic de 10,5% para 15% ao ano entre agosto de 2024 e junho de 2025. Embora o BC tenha iniciado um processo de corte em março deste ano, com redução de 0,25 p.p., o cenário externo mais incerto, especialmente diante do conflito no Oriente Médio, tem limitado o espaço para uma flexibilização mais intensa.

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