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Ecio Costa - Economia e Negócios

Ecio Costa
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  • Ecio Costa - Economia e Negócios

    Indústria ajuda a economia brasileira em seu avanço de fevereiro

    16/04/2026
    A prévia do PIB avançou 0,6% frente a janeiro, superando a expectativa do mercado, que apontava para uma alta de 0,5%. O resultado do mês foi puxado principalmente pela indústria, que cresceu 1,2% e liderou o desempenho entre os setores, enquanto a agropecuária teve alta de 0,2%, e serviços (segmento de maior peso na economia) avançou 0,3%. Mesmo ao excluir a agropecuária, o indicador manteve alta de 0,6%, sinalizando que o crescimento não ficou concentrado em um único setor.

    Na comparação com fevereiro de 2025, o quadro revela perda de fôlego, com recuo de 0,3% na atividade econômica. Esse resultado foi influenciado pelas quedas de 1,3% tanto na agropecuária quanto na indústria, enquanto serviços cresceu apenas 1%. No acumulado do primeiro bimestre, o IBC-Br registra alta de 0,4%, indicando um início de ano marcado por expansão, mas ainda em ritmo fraco. Já no acumulado em 12 meses, o crescimento de 1,9% reforça essa leitura de desaceleração, com a agropecuária se destacando como principal motor, ao avançar 9,7%, seguida por serviços, com 1,9%, e pela indústria, que cresceu apenas 0,8%.

    Esse movimento ocorre em um ambiente ainda marcado pelos efeitos do ciclo de alta de juros promovido pelo Banco Central para combater a inflação e a contínua expansão fiscal, que elevou a taxa Selic de 10,5% para 15% ao ano entre agosto de 2024 e junho de 2025. Embora o BC tenha iniciado um processo de corte em março deste ano, com redução de 0,25 p.p., o cenário externo mais incerto, especialmente diante do conflito no Oriente Médio, tem limitado o espaço para uma flexibilização mais intensa.
  • Ecio Costa - Economia e Negócios

    Varejo tem fraco desempenho em fevereiro, com crescimento de 0,6% no volume de vendas

    15/04/2026
    Na comparação com fevereiro do ano passado, o desempenho foi praticamente estável, com leve alta de 0,2%, enquanto o acumulado em 12 meses ficou em 1,4%, indicando que as vendas seguem desacelerando, como reflexo de juros altos, crédito caro, forte endividamento das famílias e alta inadimplência.

    Quando se observa o varejo ampliado, que inclui segmentos mais sensíveis ao crédito e à renda, como veículos e material de construção, o cenário se confirma. Embora tenha havido crescimento de 1,0% na comparação com janeiro, o setor recuou 2,2% frente a fevereiro de 2025 e acumula queda de 0,4% em 12 meses. Isso mostra que os segmentos mais dependentes de crédito ainda enfrentam dificuldades, refletindo um ambiente de juros elevados e maior endividamento das famílias.

    Na análise setorial, quatro das oito atividades do varejo registraram crescimento em fevereiro. Destacaram-se positivamente os segmentos de livros, jornais, revistas e papelaria (2,4%), combustíveis e lubrificantes (1,7%), e hiper e supermercados (1,1%), além de artigos farmacêuticos (0,3%). Por outro lado, houve retração em equipamentos de informática (-2,7%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (-0,6%), vestuário (-0,3%) e móveis e eletrodomésticos (-0,1%). Esse padrão reforça a ideia de que o consumo das famílias segue concentrado em itens essenciais.

    Na comparação interanual, essa diferença fica ainda mais clara. Setores como vestuário (-5,0%) e outros artigos de uso pessoal (-5,3%) tiveram quedas relevantes, já supermercados (1,5%) e farmácias (2,1%) sustentaram o crescimento do varejo. No varejo ampliado, o resultado negativo foi puxado principalmente por veículos (-7,8%) e material de construção (-8,5%), setores bastante dependentes de financiamento. O atacado de alimentos também recuou (-1,0%), interrompendo uma sequência de resultados positivos.

    Regionalmente, na passagem de janeiro para fevereiro, o varejo avançou em 17 das 27 unidades da federação, com destaque para Paraná (2,9%), Bahia (2,7%) e Minas Gerais (2,5%), enquanto estados como Mato Grosso (-3,6%), Maranhão (-3,2%) e Amazonas (-3,2%) puxaram negativamente. Já na comparação interanual, 16 estados registraram crescimento, com destaque para Pernambuco (10,1%), Acre (8,1%) e Distrito Federal (4,8%), enquanto 11 apresentaram queda, como Amazonas (-7,2%), Pará (-5,3%) e Espírito Santo (-4,7%).

    Enquanto o ambiente for de juros altos, usados para combater a inflação causada pela expansão fiscal, com crédito caro, aumento forte do endividamento nos últimos anos, que tem gerado inadimplência, o cenário de fraco desempenho do varejo vai continuar se repetindo.
  • Ecio Costa - Economia e Negócios

    O setor de serviços apresentou variação positiva de apenas 0,1% em fevereiro na comparação com janeiro

    14/04/2026
    Apesar do fraco avanço, o setor mantém um nível de atividade elevado: encontra-se 20,0% acima do patamar pré-pandemia (fevereiro de 2020) e volta a igualar o ponto mais alto da série histórica, anteriormente registrado em novembro de 2025. Na comparação interanual, o crescimento foi de 0,5%, marcando o 23º resultado positivo consecutivo. No acumulado do primeiro bimestre, a expansão chega a 1,9%, enquanto em 12 meses desacelera para 2,7%, indicando perda de fôlego frente ao observado no início do ano.

    A leve alta mensal foi puxada principalmente pelos serviços de informação e comunicação (1,1%) e pelos transportes (0,6%), além da recuperação dos serviços prestados às famílias (1,4%), que reagiram após queda em janeiro e registraram o melhor desempenho desde março de 2025. Por outro lado, houve recuo nos serviços profissionais, administrativos e complementares (-0,3%), que acumulam três quedas consecutivas, e em outros serviços (-0,4%), que devolveram parte do forte avanço do mês anterior.

    Na comparação com fevereiro de 2025 o crescimento foi de 0,5%. O principal destaque positivo foi o segmento de informação e comunicação (4,9%), impulsionado sobretudo por serviços ligados à tecnologia da informação, como consultoria em TI, processamento de dados e serviços digitais. Também contribuíram positivamente os serviços prestados às famílias (4,2%), com destaque para restaurantes e hotéis, e os serviços profissionais e administrativos (0,8%), associados ao avanço de plataformas digitais. Em contrapartida, os transportes (-2,8%) exerceram o maior impacto negativo, pressionados por quedas no transporte aéreo de passageiros, logística de cargas e atividades portuárias, seguidos por outros serviços (-2,8%), afetados por retrações em atividades financeiras auxiliares e seguros.

    No acumulado do ano, o crescimento de 1,9% foi sustentado principalmente por informação e comunicação (5,6%), reforçando o papel estrutural do setor tecnológico na expansão dos serviços. Também contribuíram positivamente os serviços profissionais (2,4%) e os prestados às famílias (3,0%), refletindo tanto a digitalização da economia quanto a recuperação gradual do consumo de serviços presenciais. Por outro lado, os transportes (-1,0%) e outros serviços (-0,4%) limitaram o avanço.

    Do ponto de vista regional, apenas 13 das 27 unidades da federação registraram crescimento, com destaque para Rio de Janeiro, Bahia e Rio Grande do Sul, enquanto São Paulo exerceu a principal influência negativa. Já na comparação interanual, o crescimento foi ainda mais concentrado, alcançando apenas 9 estados, com São Paulo liderando as contribuições positivas. No acumulado do ano, 15 estados apresentaram expansão, embora ainda existam quedas relevantes em economias importantes como Rio de Janeiro e Minas Gerais.

    O setor de serviços continua sendo o mais resiliente na economia, mesmo com as altas taxas de juros sendo praticadas. Em ano de eleição, o setor tende a continuar sendo demandado, via estímulos fiscais, mas também pela demanda de serviços relacionados ao período eleitoral. É importante, de todo jeito, acompanhar seu desempenho com a continuidade da redução da taxa de juros, caso ela venha a se confirmar nos próximos meses.
  • Ecio Costa - Economia e Negócios

    Semana Econômica - 13/04/2026

    13/04/2026
    Informações importantes, toda segunda-feira, trazendo a semana em indicadores e movimentações da economia e do mercado.

    Não deixe de escutar e mantenha-se informado.
  • Ecio Costa - Economia e Negócios

    Balança Comercial ajuda as Contas Externas do Brasil em fevereiro

    27/03/2026
    O Brasil registrou déficit de US$ 5,6 bilhões nas transações correntes, um resultado bem mais favorável do que o observado no mesmo mês de 2025, quando o saldo negativo havia sido de US$ 10,2 bilhões. Essa melhora, na comparação interanual, foi puxada principalmente pelo desempenho da balança comercial de bens, cujo saldo apresentou elevação de US$ 4,6 bilhões no período. Ainda assim, nem todos os componentes contribuíram da mesma forma: a conta de serviços praticamente não mudou, enquanto a renda primária teve piora.

    No acumulado em doze meses até fevereiro, o déficit em transações correntes recuou para US$ 63,4 bilhões, equivalente a 2,71% do PIB. Esse resultado representa melhora tanto em relação ao mês imediatamente anterior, quando o déficit era de US$ 68,1 bilhões (2,94% do PIB), quanto na comparação com fevereiro de 2025, quando atingiu US$ 79,0 bilhões (3,67% do PIB).

    A balança comercial de bens foi o principal destaque positivo do período. Em fevereiro, o país passou de um déficit de US$ 1,1 bilhão, no ano anterior, para um superávit de US$ 3,5 bilhões. Esse desempenho foi impulsionado pelo crescimento de 14,8% nas exportações, que somaram US$ 26,4 bilhões, ao mesmo tempo em que as importações recuaram 5,1%, totalizando US$ 22,9 bilhões.

    Já a conta de serviços permaneceu com déficit de US$ 3,9 bilhões, mas houve mudanças relevantes em sua composição. Algumas despesas aumentaram, como os gastos com aluguel de equipamentos e, de forma mais intensa, com propriedade intelectual. Por outro lado, houve redução em áreas como transporte e serviços de telecomunicações. Um ponto que chama atenção é o avanço das despesas com viagens internacionais, que cresceram bastante, reflexo de brasileiros gastando mais no exterior, ao mesmo tempo em que as receitas vindas de turistas estrangeiros diminuíram.

    Do lado do financiamento externo, os investimentos diretos no país somaram US$ 6,8 bilhões em fevereiro, bem abaixo dos US$ 10,0 bilhões registrados no mesmo mês de 2025. Mesmo assim, continuam em um patamar relevante, especialmente por envolverem, em grande parte, participação no capital e reinvestimento de lucros. No acumulado de doze meses, o IDP totaliza US$ 75,9 bilhões, o equivalente a 3,24% do PIB.

    Na renda primária, o déficit chegou a US$ 5,6 bilhões, maior do que no ano anterior. Apesar da queda nas despesas com juros, houve aumento nas remessas de lucros e dividendos para o exterior, o que acabou pressionando o resultado dessa conta. Enquanto isso, as reservas internacionais chegaram a US$ 371,1 bilhões, com aumento de US$ 6,7 bilhões em relação ao mês anterior.

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