PodcastsNegóciosEcio Costa - Economia e Negócios

Ecio Costa - Economia e Negócios

Ecio Costa
Ecio Costa - Economia e Negócios
Último episódio

1617 episódios

  • Ecio Costa - Economia e Negócios

    Inflação ganha força em fevereiro e traz dúvidas em relação ao início da queda da Selic

    12/03/2026
    O IPCA registrou alta de 0,70% no mês, resultado acima do observado em janeiro, quando o índice havia avançado 0,33%. Com isso, a inflação acumulada no ano chegou a 1,03%, enquanto no acumulado de 12 meses ficou em 3,81%, abaixo dos 4,44% registrados no período imediatamente anterior. Para efeito de comparação, em fevereiro de 2025 o índice havia sido significativamente mais alto, com variação de 1,31%, mas ainda assim trouxe preocupações diante do horizonte de aumento de preço de combustíveis pela frente.

    O resultado de fevereiro foi influenciado principalmente pelo comportamento dos preços no grupo Educação, que apresentou alta de 5,21% e respondeu sozinho por 0,31 p.p. do IPCA, cerca de 44% da inflação do mês. Esse movimento está associado aos reajustes tradicionalmente aplicados no início do ano letivo. Dentro do grupo, os cursos regulares tiveram aumento de 6,20%, com destaque para as elevações no ensino médio (8,19%), ensino fundamental (8,11%) e pré-escola (7,48%).

    Outro grupo que exerceu pressão relevante sobre a inflação foi o de Transportes, que registrou alta de 0,74% e impacto de 0,15 p.p. no índice geral. O destaque foi a passagem aérea, que avançou 11,40%, além das altas no seguro de veículos (5,62%), conserto de automóvel (1,22%) e ônibus urbano (1,14%). Em várias capitais houve atualização das tarifas do transporte coletivo, como em São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Recife, onde houve reajuste no início de fevereiro. Por outro lado, os combustíveis ajudaram a limitar uma pressão inflacionária ainda maior. No mês, o grupo registrou queda de 0,47%, puxada principalmente pela redução da gasolina (-0,61%) e do gás veicular (-3,10%).

    No grupo Alimentação e bebidas, os preços subiram 0,26%, uma leve aceleração em relação aos 0,23% de janeiro. A alimentação no domicílio avançou 0,23%, com aumentos expressivos em alguns itens, como açaí (25,29%), feijão-carioca (11,73%), ovo de galinha (4,55%) e carnes (0,58%). Em contrapartida, outros produtos importantes registraram queda, caso das frutas (-2,78%), óleo de soja (-2,62%), arroz (-2,36%) e café moído (-1,20%). Já a alimentação fora do domicílio desacelerou, passando de 0,55% em janeiro para 0,34% em fevereiro.

    Entre os demais grupos, Saúde e cuidados pessoais avançou 0,59%, influenciado principalmente pelos artigos de higiene pessoal (0,92%) e pelos planos de saúde (0,49%). O grupo Habitação registrou alta de 0,30%, após ter apresentado queda no mês anterior. O resultado foi puxado principalmente pelos reajustes nas taxas de água e esgoto, enquanto a energia elétrica residencial teve variação de 0,33%, mesmo com a manutenção da bandeira tarifária verde.

    Na análise regional, a maior variação do IPCA em fevereiro foi registrada em Fortaleza, com alta de 0,98%, influenciada principalmente pelos aumentos nos cursos regulares e no preço da gasolina. Já a menor variação ocorreu em Rio Branco, onde o índice avançou apenas 0,07%, refletindo quedas nos preços da energia elétrica e do automóvel novo. Entre as principais capitais do país, São Paulo registrou inflação de 0,97%, enquanto Recife apresentou alta de 0,73% no mês.

    Os olhos estão todos voltados para a próxima reunião do COPOM onde há uma expectativa de início de cortes na Selic, mas o contexto atual de elevação de preços de combustíveis pode jogar um balde de água fria neste cenário. Apesar do resultado ter sido de elevação da inflação na comparação mensal, em relação ao ano passado foi menor, trazendo o acumulado de 12 meses para um patamar abaixo de 4%, mas que pode se reverter com o resultado de março, caso os preços dos combustíveis sigam o aumento do preço do barril de petróleo.
  • Ecio Costa - Economia e Negócios

    Varejo anda de lado em janeiro, com crescimento real praticamente nulo

    11/03/2026
    O volume de vendas do comércio varejista registrou crescimento de 0,4% em relação a dezembro de 2025, segundo o IBGE. As vendas do varejo, sem descontar a inflação, aumentaram 0,5% na mesma base de comparação. Na comparação com janeiro de 2025, o varejo teve alta de 2,8% no volume de vendas, enquanto a receita nominal avançou 4,7%. No indicador acumulado em 12 meses, o volume vendido no comércio varejista registra crescimento de 1,6%, enquanto a receita nominal apresenta expansão de 6,0%.
    Quando se observa o comércio varejista ampliado, que inclui as atividades de veículos e motos, material de construção e o atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo, o volume de vendas apresentou crescimento de 0,9% frente a dezembro. A comparação com janeiro do ano passado mostrou alta de 1,1%. O resultado positivo do mês foi sustentado principalmente pelo crescimento de veículos e motos, partes e peças (2,8%) e material de construção (3,4%) na comparação mensal.

    No recorte por atividades do varejo restrito, quatro das oito atividades pesquisadas registraram crescimento na passagem de dezembro para janeiro. O principal destaque foi o segmento de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria, com avanço de 2,6%, seguido por tecidos, vestuário e calçados (1,8%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (1,3%) e hiper e supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,4%). Por outro lado, houve retração em equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-9,3%), livros, jornais, revistas e papelaria (-1,8%) e combustíveis e lubrificantes (-1,3%), enquanto móveis e eletrodomésticos apresentou estabilidade.

    Na comparação interanual, seis das oito atividades do varejo apresentaram crescimento. O segmento de móveis e eletrodomésticos destacou-se com alta de 6,1% em relação a janeiro de 2025, mantendo uma sequência de resultados positivos iniciada em julho de 2025. Outro segmento que manteve desempenho positivo foi o de equipamentos e material para escritório, informática e comunicação, que avançou 5,6%, registrando o quinto resultado positivo consecutivo. Parte desse desempenho tem sido favorecida pela valorização do real frente ao dólar, que reduz o custo de produtos importados, como celulares, televisores e computadores.

    O setor de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria também manteve trajetória consistente, com alta de 5,1% frente a janeiro do ano anterior, registrando o 35º resultado positivo consecutivo nessa base de comparação. Já o segmento de hiper e supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo cresceu 2,9% na comparação interanual, registrando o segundo mês consecutivo de expansão e exercendo a maior influência positiva sobre o resultado agregado, com contribuição de 1,6 p.p. para o crescimento total do varejo.

    No varejo ampliado, o segmento de veículos e motos, partes e peças apresentou queda de 3,3% em relação a janeiro de 2025, sendo o principal responsável pela pressão negativa sobre o indicador agregado, com impacto de -0,6 p.p.. O setor acumula retração de 3,8% em 12 meses, refletindo a sensibilidade do mercado automotivo às condições de crédito e às taxas de juros. O material de construção também apresentou recuo interanual (-2,3%), retomando a trajetória de queda observada ao longo do segundo semestre de 2025. Em contrapartida, o atacado especializado em alimentos, bebidas e fumo registrou crescimento de 2,0%, marcando o quinto resultado positivo consecutivo.

    No recorte regional, o comércio varejista apresentou resultados positivos em 20 das 27 unidades da federação na comparação mensal com ajuste sazonal. Entre os maiores avanços destacam-se Rondônia (5,5%), Pernambuco (5,5%) e Amazonas (4,8%), enquanto a principal queda foi registrada na Bahia (-1,4%). No varejo ampliado, também houve predominância de resultados positivos, com destaque para Tocantins (9,6%), Pernambuco (4,0%) e Mato Grosso (3,6%).
    O crescimento do varejo tem sido muito volátil, com meses de queda e recuperação, mas com crescimento do valor da receita praticamente anulado pela inflação, como apontou o resultado de janeiro. Crédito caro, endividamento elevado e atividade econômica em desaceleração são os fatores que se contrapõem à taxa de desemprego em sua mínima histórica e rendimento real mais alto.
  • Ecio Costa - Economia e Negócios

    Exportações brasileiras são impulsionadas por petróleo, soja, minério de ferro e carne bovina em fevereiro

    10/03/2026
    O saldo da balança comercial em fevereiro apresentou uma reversão de um déficit de US$ 0,5 bilhão em 2025 para um superávit de US$ 4,2 bilhões em 2026, combinando um aumento de valor de 15,6% nas exportações e queda de 4,8% nas importações. A china aumentou sua participação em 38,7% no destino das exportações brasileiras, enquanto os EUA tiveram queda de 20,3%.

    Analisando os principais produtos exportados, os quatro principais foram petróleo, com aumento de 76,5% em valor exportado e chegando a uma participação de 14,2% do total das exportações em fevereiro; soja, com aumento de 15,5% em valor e 11,2% em participação; minério de ferro, 20,9% em aumento de valor e 7,9% de participação; e, carne bovina, com 41,8% de aumento em valor exportado e 5,1% em participação do total exportado.

    A China continua aumentando sua participação como destino das exportações brasileiras, com aumento de 38,7% no valor exportado para lá e aumento da participação para 27,4%. Os EUA, por sua vez, tiveram queda de 20,3% como destino das exportações brasileiras, com participação agora de 9,6%, bem abaixo dos 13,9% do ano passado e perdendo espaço para as exportações brasileiras para a União Europeia, que cresceram 34,7% em valor e responderam em fevereiro por 16,1% das exportações totais do Brasil.

    No acumulado do ano, com o resultado de fevereiro, o saldo apresentou um crescimento de 329%, passando de US$ 1,9 bilhão em 2025 para US$ 8,0 bilhões em 2026, revertendo uma tendência de queda do saldo que vinha se acumulando desde 2023, quando houve um recorde de quase US$ 100 bilhões de saldo positivo naquele ano.

    O cenário pela frente é bastante incerto, pois com o conflito do Irã, as exportações de petróleo devem ter um aumento de valor significativo, desde que os preços continuem seu processo de forte elevação, impactando o resultado do mês de março. por outro lado, as importações de produtos derivados do petróleo, como combustíveis, bem como fertilizantes, uréia e outros itens podem também ser influenciadas por esse aumento.
  • Ecio Costa - Economia e Negócios

    Semana Econômica - 09/03/2026

    09/03/2026
    Informações importantes, toda segunda-feira, trazendo a semana em indicadores e movimentações da economia e do mercado.

    Não deixe de escutar e mantenha-se informado.
  • Ecio Costa - Economia e Negócios

    Taxa de desemprego sobe para 5,4% em janeiro, mas não deve ser suficiente para reduzir juros

    05/03/2026
    Na comparação com o trimestre encerrado em dezembro, subiu de 5,1% para 5,4%. Em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, quando o desemprego estava em 6,5%, houve queda de 1,1 p.p. Em números absolutos, cerca de 5,9 milhões de pessoas estão desocupadas no país, o menor contingente desde o início da série. Esse número representa uma redução expressiva de 17,1% na comparação anual.

    A taxa de subutilização da força de trabalho, que inclui pessoas desocupadas, subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas e aquelas que poderiam trabalhar, mas não estão procurando emprego, ficou em 13,8%. O resultado representa queda de 1,8 p.p. em relação ao mesmo período de 2025. Já o número de desalentados, pessoas que desistiram de procurar trabalho por acreditarem que não encontrariam emprego, somou 2,7 milhões.

    Outro destaque foi a continuidade da redução da informalidade no mercado de trabalho. A taxa de informalidade ficou em 37,5% da população ocupada, o menor nível desde julho de 2020. No mesmo período de 2025 era de 38,4%. Em termos absolutos, isso significa que cerca de 38,5 milhões de trabalhadores estavam em ocupações informais. Segundo o IBGE, essa queda vem sendo observada desde 2022 e ganhou mais intensidade a partir de 2023, refletindo tanto a redução do emprego sem carteira assinada no setor privado quanto o avanço da formalização entre trabalhadores por conta própria.

    Os dados de empregos formais do Caged apresentam que o Brasil registrou abertura de 112.334 vagas com carteira assinada em janeiro, elevando o estoque total de empregos formais para 48,6 milhões de vínculos ativos no país. No acumulado de 12 meses, entre fevereiro de 2025 e janeiro de 2026, o saldo foi positivo em 1.228.483 postos de trabalho, com crescimento de 2,6% no estoque de empregos formais.

    Na análise setorial dos empregos formais, quatro dos cinco grandes setores da economia registraram saldo positivo em janeiro. A indústria liderou a geração de empregos, com 54.991 vagas, seguida pela construção (50.545 vagas), serviços (40.525 vagas) e agropecuária (23.073 vagas). O único setor com saldo negativo foi o comércio, que fechou 56.800 postos de trabalho, movimento associado à sazonalidade do início do ano, após o encerramento de contratos temporários realizados durante o período de maior atividade do fim de ano.

    Regionalmente, 18 das 27 unidades da federação registraram saldo positivo de empregos formais em janeiro. Os maiores saldos foram observados em Santa Catarina, com 19 mil vagas, seguido por Mato Grosso, com 18.731 postos, e Rio Grande do Sul, com 18.421 vagas. Entre os resultados negativos, destacaram-se Rio de Janeiro, com fechamento de 13.009 vagas, além de Alagoas, com 2.922 postos a menos, e Ceará, com redução de 1.291 vagas.

    O leve aumento da taxa de desemprego na comparação com o trimestre encerrado em dezembro não alivia a pressão que o mercado de trabalho aquecido tem trazido sobre a inflação, o que torna um componente difícil para auxiliar na redução dos juros na próxima reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central. A desaceleração da economia, medida pelo PIB, e os números recentes do IPCA, por sua vez, podem ajudar nessa indicação de queda dos juros.

Mais podcasts de Negócios

Sobre Ecio Costa - Economia e Negócios

CEDES - Consultoria e Planejamento
Site de podcast

Ouça Ecio Costa - Economia e Negócios, Market Makers e muitos outros podcasts de todo o mundo com o aplicativo o radio.net

Obtenha o aplicativo gratuito radio.net

  • Guardar rádios e podcasts favoritos
  • Transmissão via Wi-Fi ou Bluetooth
  • Carplay & Android Audo compatìvel
  • E ainda mais funções
Informação legal
Aplicações
Social
v8.7.2 | © 2007-2026 radio.de GmbH
Generated: 3/14/2026 - 12:35:51 AM