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Ecio Costa - Economia e Negócios

Ecio Costa
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  • Ecio Costa - Economia e Negócios

    Eleições 2026, em que o cidadão deveria ficar atento?

    17/04/2026
    Este texto inaugura uma série de três análises minhas sobre o papel do cidadão na gestão pública e seus impactos econômicos, começando por uma pergunta central: Por que é importante o cidadão fiscalizar os gastos públicos? Este é um dos pilares fundamentais para uma democracia saudável e para uma economia equilibrada. É importante lembrar de uma premissa básica: não existe dinheiro público, existe o dinheiro do pagador de impostos. Tudo que o governo gasta é fruto do trabalho, do consumo e da produção de toda a sociedade. E aqui no Brasil, todos esses itens são tributados, e com uma carga bastante elevada, inclusive, em 2025, batemos recorde do percentual do PIB que é tributado.
  • Ecio Costa - Economia e Negócios

    Indústria ajuda a economia brasileira em seu avanço de fevereiro

    16/04/2026
    A prévia do PIB avançou 0,6% frente a janeiro, superando a expectativa do mercado, que apontava para uma alta de 0,5%. O resultado do mês foi puxado principalmente pela indústria, que cresceu 1,2% e liderou o desempenho entre os setores, enquanto a agropecuária teve alta de 0,2%, e serviços (segmento de maior peso na economia) avançou 0,3%. Mesmo ao excluir a agropecuária, o indicador manteve alta de 0,6%, sinalizando que o crescimento não ficou concentrado em um único setor.

    Na comparação com fevereiro de 2025, o quadro revela perda de fôlego, com recuo de 0,3% na atividade econômica. Esse resultado foi influenciado pelas quedas de 1,3% tanto na agropecuária quanto na indústria, enquanto serviços cresceu apenas 1%. No acumulado do primeiro bimestre, o IBC-Br registra alta de 0,4%, indicando um início de ano marcado por expansão, mas ainda em ritmo fraco. Já no acumulado em 12 meses, o crescimento de 1,9% reforça essa leitura de desaceleração, com a agropecuária se destacando como principal motor, ao avançar 9,7%, seguida por serviços, com 1,9%, e pela indústria, que cresceu apenas 0,8%.

    Esse movimento ocorre em um ambiente ainda marcado pelos efeitos do ciclo de alta de juros promovido pelo Banco Central para combater a inflação e a contínua expansão fiscal, que elevou a taxa Selic de 10,5% para 15% ao ano entre agosto de 2024 e junho de 2025. Embora o BC tenha iniciado um processo de corte em março deste ano, com redução de 0,25 p.p., o cenário externo mais incerto, especialmente diante do conflito no Oriente Médio, tem limitado o espaço para uma flexibilização mais intensa.
  • Ecio Costa - Economia e Negócios

    Varejo tem fraco desempenho em fevereiro, com crescimento de 0,6% no volume de vendas

    15/04/2026
    Na comparação com fevereiro do ano passado, o desempenho foi praticamente estável, com leve alta de 0,2%, enquanto o acumulado em 12 meses ficou em 1,4%, indicando que as vendas seguem desacelerando, como reflexo de juros altos, crédito caro, forte endividamento das famílias e alta inadimplência.

    Quando se observa o varejo ampliado, que inclui segmentos mais sensíveis ao crédito e à renda, como veículos e material de construção, o cenário se confirma. Embora tenha havido crescimento de 1,0% na comparação com janeiro, o setor recuou 2,2% frente a fevereiro de 2025 e acumula queda de 0,4% em 12 meses. Isso mostra que os segmentos mais dependentes de crédito ainda enfrentam dificuldades, refletindo um ambiente de juros elevados e maior endividamento das famílias.

    Na análise setorial, quatro das oito atividades do varejo registraram crescimento em fevereiro. Destacaram-se positivamente os segmentos de livros, jornais, revistas e papelaria (2,4%), combustíveis e lubrificantes (1,7%), e hiper e supermercados (1,1%), além de artigos farmacêuticos (0,3%). Por outro lado, houve retração em equipamentos de informática (-2,7%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (-0,6%), vestuário (-0,3%) e móveis e eletrodomésticos (-0,1%). Esse padrão reforça a ideia de que o consumo das famílias segue concentrado em itens essenciais.

    Na comparação interanual, essa diferença fica ainda mais clara. Setores como vestuário (-5,0%) e outros artigos de uso pessoal (-5,3%) tiveram quedas relevantes, já supermercados (1,5%) e farmácias (2,1%) sustentaram o crescimento do varejo. No varejo ampliado, o resultado negativo foi puxado principalmente por veículos (-7,8%) e material de construção (-8,5%), setores bastante dependentes de financiamento. O atacado de alimentos também recuou (-1,0%), interrompendo uma sequência de resultados positivos.

    Regionalmente, na passagem de janeiro para fevereiro, o varejo avançou em 17 das 27 unidades da federação, com destaque para Paraná (2,9%), Bahia (2,7%) e Minas Gerais (2,5%), enquanto estados como Mato Grosso (-3,6%), Maranhão (-3,2%) e Amazonas (-3,2%) puxaram negativamente. Já na comparação interanual, 16 estados registraram crescimento, com destaque para Pernambuco (10,1%), Acre (8,1%) e Distrito Federal (4,8%), enquanto 11 apresentaram queda, como Amazonas (-7,2%), Pará (-5,3%) e Espírito Santo (-4,7%).

    Enquanto o ambiente for de juros altos, usados para combater a inflação causada pela expansão fiscal, com crédito caro, aumento forte do endividamento nos últimos anos, que tem gerado inadimplência, o cenário de fraco desempenho do varejo vai continuar se repetindo.
  • Ecio Costa - Economia e Negócios

    O setor de serviços apresentou variação positiva de apenas 0,1% em fevereiro na comparação com janeiro

    14/04/2026
    Apesar do fraco avanço, o setor mantém um nível de atividade elevado: encontra-se 20,0% acima do patamar pré-pandemia (fevereiro de 2020) e volta a igualar o ponto mais alto da série histórica, anteriormente registrado em novembro de 2025. Na comparação interanual, o crescimento foi de 0,5%, marcando o 23º resultado positivo consecutivo. No acumulado do primeiro bimestre, a expansão chega a 1,9%, enquanto em 12 meses desacelera para 2,7%, indicando perda de fôlego frente ao observado no início do ano.

    A leve alta mensal foi puxada principalmente pelos serviços de informação e comunicação (1,1%) e pelos transportes (0,6%), além da recuperação dos serviços prestados às famílias (1,4%), que reagiram após queda em janeiro e registraram o melhor desempenho desde março de 2025. Por outro lado, houve recuo nos serviços profissionais, administrativos e complementares (-0,3%), que acumulam três quedas consecutivas, e em outros serviços (-0,4%), que devolveram parte do forte avanço do mês anterior.

    Na comparação com fevereiro de 2025 o crescimento foi de 0,5%. O principal destaque positivo foi o segmento de informação e comunicação (4,9%), impulsionado sobretudo por serviços ligados à tecnologia da informação, como consultoria em TI, processamento de dados e serviços digitais. Também contribuíram positivamente os serviços prestados às famílias (4,2%), com destaque para restaurantes e hotéis, e os serviços profissionais e administrativos (0,8%), associados ao avanço de plataformas digitais. Em contrapartida, os transportes (-2,8%) exerceram o maior impacto negativo, pressionados por quedas no transporte aéreo de passageiros, logística de cargas e atividades portuárias, seguidos por outros serviços (-2,8%), afetados por retrações em atividades financeiras auxiliares e seguros.

    No acumulado do ano, o crescimento de 1,9% foi sustentado principalmente por informação e comunicação (5,6%), reforçando o papel estrutural do setor tecnológico na expansão dos serviços. Também contribuíram positivamente os serviços profissionais (2,4%) e os prestados às famílias (3,0%), refletindo tanto a digitalização da economia quanto a recuperação gradual do consumo de serviços presenciais. Por outro lado, os transportes (-1,0%) e outros serviços (-0,4%) limitaram o avanço.

    Do ponto de vista regional, apenas 13 das 27 unidades da federação registraram crescimento, com destaque para Rio de Janeiro, Bahia e Rio Grande do Sul, enquanto São Paulo exerceu a principal influência negativa. Já na comparação interanual, o crescimento foi ainda mais concentrado, alcançando apenas 9 estados, com São Paulo liderando as contribuições positivas. No acumulado do ano, 15 estados apresentaram expansão, embora ainda existam quedas relevantes em economias importantes como Rio de Janeiro e Minas Gerais.

    O setor de serviços continua sendo o mais resiliente na economia, mesmo com as altas taxas de juros sendo praticadas. Em ano de eleição, o setor tende a continuar sendo demandado, via estímulos fiscais, mas também pela demanda de serviços relacionados ao período eleitoral. É importante, de todo jeito, acompanhar seu desempenho com a continuidade da redução da taxa de juros, caso ela venha a se confirmar nos próximos meses.
  • Ecio Costa - Economia e Negócios

    Semana Econômica - 13/04/2026

    13/04/2026
    Informações importantes, toda segunda-feira, trazendo a semana em indicadores e movimentações da economia e do mercado.

    Não deixe de escutar e mantenha-se informado.

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Generated: 4/18/2026 - 4:35:28 PM