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Ecio Costa - Economia e Negócios

Ecio Costa
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  • Ecio Costa - Economia e Negócios

    Déficit acumulado em 12 meses acelera para R$ 1,086 trilhão

    27/02/2026
    Apesar de, em janeiro, o superávit primário ter sido de R$ 103,7 bilhões, abaixo do observado em 2025, de R$ 104,1 bilhões, e com uma arrecadação recorde no mês de janeiro de R$ 325,8 bilhões, o déficit nominal continua a crescer, descontroladamente.

    O superávit veio dos governos central e regionais, com R$ 87,3 bilhões e R$ 21,3 bilhões, respectivamente. Em sentido contrário, as empresas estatais registraram déficit de R$ 4,9 bilhões no mês. As estatais federais tiveram o maior déficit da história em janeiro, R$ 3,3 bilhões. No acumulado em doze meses, o setor público consolidado apresenta um déficit de R$ 55,4 bilhões, equivalente a 0,43% do PIB, o mesmo percentual registrado em dezembro de 2025.

    Quando se incorporam os juros da dívida, o quadro fiscal ganha outra perspectiva e bastante negativa. Os juros do setor público consolidado somaram R$ 63,6 bilhões em janeiro, significativamente superior aos R$ 40,4 bilhões registrados em janeiro do ano anterior. Essa elevação reflete o crescimento do estoque da dívida líquida ao longo do período. No acumulado em doze meses, o setor público consolidado registra déficit nominal de R$. 1.086,2 bilhões, equivalente a 8,49% do PIB, superior ao déficit de R$ 1.062,6 bilhões (8,34% do PIB) registrado até dezembro de 2025.

    A Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG), que engloba Governo Federal, INSS e governos estaduais e municipais, manteve o mesmo de nível de dezembro, 78,7% do PIB (R$ 10,1 trilhões) em janeiro. Embora a relação dívida/PIB tenha avançado apenas 0,1 p.p. em janeiro frente a dezembro, o movimento acumulado ao longo do atual governo Lula já representa elevação de 7,1 p.p.

    A arrecadação recorde de janeiro não foi suficiente para aliviar a trajetória da dívida em relação ao PIB, que deve ultrapassar 80% este ano, já que as eleições e o descontrole fiscal devem prevalecer. O déficit nominal crescente é alimentado por emissões de dívida que refletem um descontrole fiscal não registrado no Arcabouço Fiscal que é divulgado pelo governo, pois muitas despesas ficam de fora dele, mascarando o real déficit das contas públicas.
  • Ecio Costa - Economia e Negócios

    A inadimplência no crédito bancário atingiu 4,2% em janeiro, o maior nível da série histórica do Banco Central iniciada em 2011

    26/02/2026
    O indicador considera operações com atraso superior a 90 dias e vem em trajetória de alta desde o ano passado. Nos três últimos meses de 2025, já havia alcançado 4%, superando inclusive o pico observado em maio de 2017, após a última grande recessão econômica. O movimento atual ocorre em um contexto diferente, marcado por juros elevados por um período prolongado, maior endividamento das famílias, aumento da carga tributária e desaceleração forte da economia.

    Um dos principais motivos para essa piora é o nível da taxa básica de juros. Desde junho, o BC mantém a Taxa Selic em 15% ao ano, o maior patamar em quase duas décadas. Juros nesse nível encarecem o custo do crédito, as parcelas pesam mais no orçamento e sobra menos espaço para organizar as contas. A expectativa do mercado é que o ciclo de cortes tenha início em março.

    No crédito com recursos livres, aquele negociado diretamente entre bancos e clientes, a inadimplência subiu para 5,5% em janeiro, acima dos 5,4% registrados em dezembro. Já no crédito direcionado, como financiamentos imobiliários e rurais, o indicador avançou de 2,2% para 2,5%. A diferença revela que o problema está mais concentrado nas linhas sensíveis ao ciclo econômico e, principalmente, nas modalidades emergenciais.


    Outro elemento importante é o nível de endividamento das famílias. Em dezembro, o estoque de dívidas correspondia a 49,7% da renda acumulada em 12 meses, o maior percentual desde julho de 2022, quando chegou a 49,9%. Já o comprometimento mensal da renda com o pagamento de dívidas ficou em 29,2%, relativamente estável desde setembro, mas ainda em patamar elevado.

    As instituições financeiras, por meio da Febraban, demonstram preocupação com a qualidade da carteira, especialmente no crédito livre às famílias. Em pesquisa recente, 79% dos bancos afirmaram esperar estabilização da inadimplência em breve, enquanto 21% projetam continuidade da alta. A projeção é que a inadimplência da carteira livre encerre 2026 em 5,2%, já incorporando a expectativa de queda da Selic para abaixo de 12,25% ao final do ano.

    No fim das contas, o recorde da inadimplência é resultado de uma combinação de fatores: juros altos por tempo prolongado, famílias já bastante endividadas, maior uso de linhas de risco e desaceleração da economia, que dificulta a vida das empresas. O comportamento do indicador nos próximos meses dependerá, sobretudo, da trajetória da política monetária, da evolução do mercado de trabalho e da capacidade de reestruturação das dívidas em um ambiente ainda financeiramente restritivo.
  • Ecio Costa - Economia e Negócios

    A região Nordeste deve apresentar um crescimento acima da média nacional em 2026

    25/02/2026
    A Resenha Regional, um levantamento feito regularmente pelo Banco do Brasil, aponta agora, no seu relatório de fevereiro deste ano, que o Brasil deve crescer 2,0% em 2026, enquanto o Nordeste deve crescer acima desse patamar, com um crescimento de 2,2%, puxado principalmente pela indústria, que deve ter um crescimento de 3%, e pelo setor de serviços, com crescimento de 2,2%.

    Os principais vetores para o crescimento da economia em 2026 na região Nordeste vêm dos investimentos públicos e das obras de infraestrutura. Há investimentos públicos acontecendo em diversos estados do Nordeste, como a Transnordestina, a ampliação da Refinaria Abreu e Lima e obras de infraestrutura que vêm sendo desenvolvidas pelos estados em parceria com o governo federal.

    Além disso, há incentivos que estão sendo voltados à aquisição da casa própria, como no estado de Pernambuco, com o programa Morar Bem, com Entrada Garantida, que ajuda a enquadrar mais famílias no programa Minha Casa Minha Vida, e isso tem impulsionado muito esse mercado desde o lançamento do programa. Os programas para reforma de moradias também vão estimular a construção civil e o varejo de materiais.

    Na Bahia, há uma expansão da produção automobilística prevista com a fábrica BYD. Há também o turismo na Paraíba, com vários investimentos no polo turístico que estão acontecendo, bem como a própria construção civil, que tem apresentado forte expansão em João Pessoa. No Ceará, há a previsão da construção de um mega data center, com investimentos de mais de R$ 200 milhões. Outros investimentos estão sendo anunciados por todos os estados, e vale chamar a atenção para os investimentos em infraestrutura de rodovias aqui em Pernambuco, que também vão ajudar muito nesse sentido.

    Estes são dados que têm ajudado a puxar o PIB do Nordeste na sua participação, onde hoje 70,8% vêm do setor de serviços, 20,4% vêm da indústria e 8,8% da agropecuária, representando 13,8% do PIB nacional. No comércio, houve crescimento em 2025, com vários estados avançando, inclusive Paraíba, Rio Grande do Norte, Alagoas e Ceará, enquanto outros tiveram crescimento mais discreto.

    No setor de serviços, a maior parte da região registrou avanço em 2025, enquanto Pernambuco apresentou estabilidade, e Bahia e Piauí apresentaram retração. No turismo, todos os estados do Nordeste tiveram desempenho positivo no ano passado, com forte recuperação da demanda e fortalecimento das atividades que ajudam no fluxo de visitantes. Com relação à indústria, apenas a Bahia apresentou crescimento de janeiro a novembro. Pernambuco teve retração, que veio por conta de uma paralisação na Refinaria Abreu e Lima, mas apresenta, ao longo de 2026, uma recuperação.

    Em termos de emprego formais, todos os estados do Nordeste tiveram crescimento no ano de 2025. A Paraíba liderou o crescimento regional, com alta de 6,03%, com contratações no setor de serviços. Depois veio o Piauí, com 5,81%, por conta da construção civil. A região encerrou o ano com aumento de 4,38% no número de empregados, com a criação de 347,9 mil vagas formais, o que ajuda bastante na redução da taxa de desemprego em todos os estados do Nordeste. Bastante relevante para o crescimento da economia nordestina, que vai repercutir em aumento de emprego e de renda para a população.

    Apesar das incertezas das eleições, a região Nordeste apresentará esse desempenho, com setores avançando bem acima do restante da economia. O importante é entender melhor como a dinâmica desses setores e regiões se dá, para que seja potencializar o crescimento econômico como um todo.
  • Ecio Costa - Economia e Negócios

    Balança Comercial de janeiro ajuda a reduzir o déficit externo do país

    24/02/2026
    As transações correntes do balanço de pagamentos registraram déficit de US$ 8,4 bilhões em janeiro, resultado melhor do que o observado no mesmo mês de 2025, quando o saldo negativo havia sido de US$ 9,8 bilhões. A melhora na comparação interanual foi puxada pelo desempenho mais favorável da balança comercial e pela redução do déficit na conta de serviços, ainda que parte desse avanço tenha sido compensada pelo aumento do déficit em renda primária.

    No acumulado em doze meses, o déficit atingiu US$ 67,6 bilhões, o equivalente a 2,92% do PIB, mostrando recuo tanto em relação ao mês anterior (US$ 69,0 bilhões) quanto frente a janeiro de 2025 (US$ 72,4 bilhões). A melhora do resultado corrente passa pelo comércio de bens. A balança comercial apresentou superávit de US$ 3,5 bilhões, mais que o dobro do registrado um ano antes (US$ 1,4 bilhão). As exportações somaram US$ 25,3 bilhões, com leve recuo de 1,2% na comparação interanual, enquanto as importações totalizaram US$ 21,8 bilhões, registrando queda mais intensa, de 10,0%.

    Na conta de serviços, o déficit foi de US$ 4,0 bilhões em janeiro, redução de 12,8% frente ao mesmo mês de 2025. Houve aumento nas despesas líquidas com aluguel de equipamentos, que cresceram 21,7%, alcançando US$ 1,1 bilhão, e com serviços de propriedade intelectual, que avançaram 4,9%, totalizando US$ 805 milhões. Em contrapartida, houve queda nas despesas líquidas com telecomunicações, computação e informações (recuo de 11,9%) e com transportes (redução de 68,7%). Já as despesas líquidas com viagens internacionais somaram US$ 1,5 bilhão, 48,4% superiores às de janeiro de 2025.

    Por outro lado, a conta de renda primária voltou a pressionar o resultado externo. O déficit alcançou US$ 8,3 bilhões, aumento de 18,7% em relação aos US$ 7,0 bilhões observados um ano antes. As despesas líquidas com juros somaram US$ 3,7 bilhões, crescimento de 18,3%, enquanto as despesas líquidas de lucros e dividendos atingiram US$ 4,7 bilhões, alta de 16,8%.

    No financiamento do déficit externo, os investimentos diretos no país (IDP) totalizaram US$ 8,2 bilhões, acima dos US$ 6,7 bilhões registrados em janeiro de 2025. Desse total, US$ 6,9 bilhões corresponderam à participação no capital e US$ 1,3 bilhão às operações intercompanhia. No acumulado em doze meses, o IDP alcançou US$ 79,1 bilhões (3,42% do PIB), superando tanto o valor de dezembro de 2025 quanto o de janeiro de 2025, reforçando a continuidade da entrada de capital produtivo.

    As reservas internacionais somaram US$ 364,4 bilhões em janeiro, aumento de US$ 6,1 bilhões em relação ao mês anterior. O aumento decorreu principalmente da variação por paridades (US$ 5,1 bilhões) e das receitas de juros (US$ 789 milhões), parcialmente compensadas por variações negativas de preço. Não houve intervenções do Banco Central no mercado de câmbio no período, e o saldo de linhas com recompra permaneceu estável em US$ 14,8 bilhões.
  • Ecio Costa - Economia e Negócios

    Semana Econômica - 23/02/2026

    23/02/2026
    Informações importantes, toda segunda-feira, trazendo a semana em indicadores e movimentações da economia e do mercado.

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Generated: 2/27/2026 - 6:54:12 PM