82 episódios
- Uma criança ainda não tem condições de compreender o alcance de uma imagem publicada, mas um dia terá.
Quando esse momento chegar, ela poderá encontrar na internet cenas da própria infância que não escolheu tornar públicas: choros, medos, conflitos, castigos, dificuldades e situações constrangedoras narradas a partir do olhar dos adultos.
A questão não termina no instante da postagem. Aquela imagem passa a integrar uma memória pública sobre alguém que ainda está construindo a própria identidade.
E existe uma diferença importante entre guardar uma lembrança e definir, diante de uma audiência, como uma criança será vista.
O consentimento que ela não consegue oferecer hoje pode se transformar, no futuro, em desconforto, vergonha ou na sensação de que uma parte íntima da sua história deixou de lhe pertencer.
Antes de publicar, talvez seja necessário considerar não apenas o que os adultos desejam compartilhar, mas o que essa criança poderá desejar preservar quando tiver idade para compreender a própria exposição.
O vídeo completo está disponível no YouTube do Pragmática Psiquiatria. - Quando falamos em dissociação, muita gente imagina um fenômeno raro ou distante da própria realidade.Mas, na prática, ela pode aparecer de formas muito mais sutis: como a sensação de "desligar", de não conseguir acessar uma lembrança importante, de sentir que está funcionando no automático ou até de perceber o próprio corpo e o ambiente de uma forma estranha, como se algo não estivesse completamente integrado.Neste episódio do Pragmática Psiquiatria, recebo a @dra.patmattos , médica psiquiatra que estuda trauma, neurociência e dissociação, para uma conversa sobre um tema que ainda é pouco conhecido, mas fundamental para compreendermos como o cérebro e o corpo respondem quando os recursos emocionais chegam ao limite.Ao longo da conversa, falamos sobre as diferentes formas de dissociação, sua relação com o estresse e o trauma, por que esse fenômeno foi historicamente tão mal compreendido e como ele pode aparecer muito além dos casos considerados "graves".Pati, obrigada por compartilhar tanto conhecimento de forma tão generosa. Tenho certeza de que essa conversa vai ajudar muitas pessoas a compreenderem suas experiências com menos julgamento e mais clareza.Espero que este episódio amplie a forma como você enxerga aquilo que, muitas vezes, o corpo tenta comunicar antes mesmo de conseguirmos colocar em palavras.Boa conversa! 🧠
- Neste episódio, recebo minha amiga Cristiane Ramos, neuropsicóloga e consultora de saúde organizacional, para uma conversa sobre um tema que vem ganhando cada vez mais espaço dentro das empresas: a saúde mental do trabalhador.Como psiquiatra, uma coisa que me chama atenção é o quanto ainda costumamos discutir sofrimento emocional apenas a partir da história individual de quem adoeceu.Mas existe uma outra pergunta que precisa entrar nessa conversa:O que acontece quando o próprio ambiente de trabalho passa a contribuir para esse adoecimento?Nos últimos anos, os afastamentos por ansiedade, depressão e burnout cresceram de forma importante no Brasil. E isso levou o tema para o centro das discussões sobre saúde ocupacional.É nesse contexto que a NR-1 ganha relevância.A Norma Regulamentadora nº 1 passou a reforçar a necessidade de identificar e gerenciar riscos psicossociais dentro das empresas, reconhecendo que fatores como sobrecarga, metas incompatíveis, jornadas excessivas e relações de trabalho adoecedoras também precisam fazer parte da prevenção.Ao longo da conversa, falamos sobre os impactos dessa mudança, os desafios para as organizações e o que realmente significa cuidar da saúde mental no ambiente de trabalho.Assista ao episódio completo 🧠
- Existe uma tendência de olhar para a adoção apenas pelo lugar da generosidade.Mas talvez isso empobreça um tema tão complexo.Porque adoção também fala sobre medo, adaptação, frustração, vínculo, pertencimento e saúde mental.Fala sobre pessoas reais tentando construir intimidade e segurança emocional a partir de histórias que muitas vezes começaram em ruptura.Nesse episódio, conversei com Rachel Reis, escritora do livro Os Meninos da Casa Amarela, e com Gabriel Rosso, pais dos irmãos Bruno e Lucas, sobre tudo aquilo que quase nunca aparece quando o assunto é adoção: os impactos emocionais do processo, a adoção tardia, os desafios do vínculo e a realidade de milhares de crianças que seguem anos em instituições de acolhimento no Brasil.Hoje, a maior parte dos pretendentes ainda busca bebês pequenos, enquanto crianças mais velhas, grupos de irmãos e crianças com deficiência acabam tendo menos chances de adoção.E quando olhamos para isso com profundidade, percebemos que não estamos falando apenas de histórias individuais.Estamos falando de uma estrutura social que produz rupturas, institucionalizações e marcas emocionais que atravessam vidas inteiras.Assista ao episódio completo 🧠LINK PARA COMPRA DO LIVRO OS MENINOS DA CASA AMARELA:https://www.amazon.com.br/meninos-Casa-Amarela-Rachel-Reis/dp/658478584X
- Você sabe quando é hora de dizer “não” pro seu filho…mas, na prática, sustentar isso nem sempre é tão simples.Principalmente hoje, com tanta coisa disponível o tempo todo.Tela, estímulo, acesso fácil… tudo muito rápido, muito imediato, mais demandas.Você tira, limita, combina… e logo vem o choro, a insistência, a negociação sem fim.(Na minha casa isso também acontece… sofro com isso por aqui 😅)
Nesse novo episódio do Pragmática Psiquiatria Podcast, eu conversei com a Andrea Campagnolla, pediatra e mãe da Beatriz, de 9 anos, que já esteve aqui antes falando sobre telas, num episódio que repercutiu muito e ajudou bastante gente.
Tentando corrigir o que não funcionou na nossa história como filhos buscamos educar com mais escuta, mais consciência, mais informações… mas isso não tirou o conflito e, parece que trouxe dúvidas sobre como sustentar limite sem culpa.Errar faz parte da parentalidade.
E talvez o papel não seja acertar sempre, mas conseguir ser esse contorno mais firme, essa base, mesmo quando isso frustra.Se você vive isso aí também, esse episódio vale a pena.Tem muita coisa que me ajudou a organizar esse lugar…e que pode servir como um abraço pra quem está tentando dar conta, do jeito possível.
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Sobre Pragmática Psiquiatria
Sou Ana Carolina Corrêa, médica psiquiatra e esse é Pragmática Psiquiatria, um podcast com a proposta de partilhar reflexões e informações sobre psiquiatria e bem viver. Estar com o outro ajuda a me enxergar melhor e criar um olhar mais ampliado sobre emoções e comportamentos. Através da experiência de uma psiquiatra apaixonada pelo que faz e pela arte através das palavras decidi dividir alguns conhecimentos. Bem-vindo, saboreie!
@carolcorreapsiquiatra
anacarolinacorrea.com.br
CRM 115.690
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![Podcast Áudio Excitação [+18]](https://br.radio.net/podcast-images/175/audio-excitacao-182.jpeg?version=7c016954a1e35ceec149af8bfd246579f1f7c03b)