13 episódios
- Rosana Hermann começou a carreira na física nuclear, mas foi contando histórias que encontrou seu lugar no mundo. Roteirista, escritora e uma das pioneiras da internet brasileira, ela atravessou mais de três décadas de televisão, blogs e redes sociais sem deixar de se reinventar.
Neste episódio, Rosana fala sobre o fim de uma promessa: a internet que nasceu como um espaço de encontro, troca e curiosidade, mas que, aos poucos, deu lugar à lógica dos algoritmos, da exposição permanente e da busca por atenção.
Também conversamos sobre como sobreviver à morte de tantas mídias sem perder a própria identidade, o humor como forma de atravessar assuntos difíceis, a coragem de se posicionar em um ambiente cada vez mais hostil e o desafio de criar mulheres fortes em um mundo que ainda insiste em silenciá-las.
Um episódio sobre reinvenção, curiosidade e o que permanece quando o mundo muda. - João Camarero é um dos maiores violonistas brasileiros da sua geração. Parceiro de nomes como Maria Bethânia, Paulinho da Viola, Caetano Veloso e Francis Hime, ele construiu uma carreira dedicada a preservar, renovar e levar o violão brasileiro para o mundo.
Neste episódio, conversamos sobre uma pergunta que atravessa a história da música brasileira: a canção está chegando ao fim? O que permanece quando uma tradição parece se esgotar? E qual é o papel do violão, do choro e da música instrumental nesse futuro?
Também falamos sobre delicadeza, sensibilidade masculina e recomeços. João relembra a influência da avó em sua formação e reflete sobre como a música consegue dizer aquilo que as palavras não alcançam. - Marcelo Tas já foi Ernesto Varela, Professor Tibúrcio, Telekid, apresentador do CQC e, hoje, está à frente do Provoca. Engenheiro formado pela USP, passou por diferentes mídias, linguagens e personagens sem deixar de ser reconhecível em nenhuma delas.
Neste episódio, conversamos sobre essa capacidade de mudar. O que nos faz querer começar de novo? Quanto de liberdade existe na reinvenção e quanto pode haver de medo de ficar para trás?
Falamos também sobre família, acolhimento e paternidade. Marcelo conta o que mudou em sua maneira de olhar para o amor depois de ser pai.
A morte dos pais, com apenas cinco meses de diferença, trouxe outra mudança: a de se tornar a geração mais velha da família. Falamos sobre luto, legado e sobre aquilo que passa a fazer parte de nós depois que alguém vai embora.
Um episódio sobre mudança, identidade, humor, comunicação e sobre o que ainda cabe a nós fazer em um mundo cada vez mais mediado por máquinas. - Sônia Guajajara é liderança indígena, a primeira ministra dos Povos Indígenas e uma das vozes mais importantes da luta pelos direitos originários no Brasil. Nascida na aldeia Lagoa Quieta, no Maranhão, ela saiu de casa aos dez anos para trabalhar como babá e poder estudar, o início de uma vida inteira feita de partidas e retornos.
Neste episódio, Sônia fala sobre os fins que moldaram sua trajetória: a infância que precisou terminar cedo, a perda da filha Intaniara para uma doença que uma vacina teria evitado, o fim de um casamento de 18 anos e a recente saída do ministério, em mais um ciclo de sair para voltar.
Também falamos sobre pioneirismo, solidão e o peso de ser sempre "a primeira" a abrir portas que ninguém antes havia aberto. E sobre o que significa, para quem viveu entre dois mundos, existir inteira em cada um deles.
Um episódio sobre desterro, memória e os recomeços que nascem de cada despedida. - Bela Gil é apresentadora, escritora, ativista agroecológica e uma das vozes mais relevantes do país quando o assunto é alimentação, comportamento e transformação social. Conhecida inicialmente por aproximar o público de uma relação mais consciente com a comida, ela vem ampliando seu espaço de fala como apresentadora do Saia Justa.
Neste episódio, Bela Gil fala sobre os fins que marcaram sua vida e os recomeços que vieram depois deles. A conversa passa pelo luto pela irmã, Preta Gil, pelo fim de um casamento e pela forma como sua família aprendeu a respeitar os ciclos.
Também falamos sobre identidade, ancestralidade, maternidade e a construção de um caminho próprio para além da cozinha – honrando as origens sem deixar de se reinventar.
Um episódio sobre despedidas, coragem e os sentidos que permanecem quando tudo parece ter chegado ao fim.
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Sobre Depois do Fim, com Filipe Batista
Apresentado por Filipe Batista, psiquiatra e escritor, Depois do Fim é um podcast que investiga o que permanece quando algo acaba: uma relação, uma terapia, um ciclo, uma carreira... Qualquer fim que, em vez de simplesmente se encerrar, pode se desdobrar.
A cada episódio, convidados compartilham experiências, transformações e as novas possibilidades que surgem depois do fim – esse lugar que, longe de ser encerramento, pode ser transformador e catalisador de novos começos.
Então, o que fica depois do fim? E como recomeçamos a partir dele?
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