Eventos extremos já não são exceção no Brasil, mas parte da nova realidade climática. Diante desse cenário, como ampliar a proteção financeira da população e transformar o seguro em uma verdadeira infraestrutura de clima?
Neste oitavo episódio da série Conversa Segura, do canal SeguroPod, discutimos o avanço do seguro como instrumento de adaptação, inclusão seguradora e resiliência econômica. É uma conversa sobre como transformar capilaridade de distribuição em proteção efetiva para famílias e empresas, especialmente nas regiões mais vulneráveis do país.
A jornalista Leila Sterenberg recebe Gustavo Portela, diretor-presidente da Caixa Seguridade, para uma análise prática sobre o papel estratégico do setor segurador e financeiro na gestão de riscos climáticos, na democratização do acesso ao seguro e no financiamento da transição sustentável.
O episódio aborda a evolução do seguro de um instrumento restrito ao pós-sinistro para uma engrenagem essencial de prevenção, mitigação e resposta rápida a choques climáticos e econômicos, com destaque para:
A capilaridade como vetor de proteção: como a utilização da vasta rede da Caixa Econômica Federal — agências, lotéricas e correspondentes — está ampliando a inclusão seguradora e levando proteção patrimonial aos municípios mais distantes do Brasil.
Regionalização e adaptação climática: o desenvolvimento de produtos moldados às demandas geográficas específicas e a criação da agência conceito “Ver-o-Peso”, em Belém, como espaço de educação e adaptação climática.
Inclusão seguradora e produtos de impacto social: soluções de parcela reduzida e microsseguros (ou seguros inclusivos) voltados à base da pirâmide, como o Consórcio da Gente, o Seguro Residencial Fácil e a Assistência Maria, além de coberturas para perda de renda e proteção de micro e pequenas empresas.
Eventos meteorológicos extremos e nova geografia dos riscos: casos recentes no Rio Grande do Sul e no Paraná evidenciam a intensificação dos riscos climáticos e a urgência de respostas mais ágeis para evitar a perda da moradia, da renda e do patrimônio das famílias.
Educação financeira e cultura de proteção: a necessidade de ir além da venda de apólices, promovendo conscientização sobre riscos, cultura de poupança de longo prazo e redução do gap de cobertura securitária no país.
Ao longo da entrevista, gravada na Casa do Seguro, em Belém, durante a COP30, Gustavo Portela apresenta a visão da Caixa Seguridade, reforçando o compromisso de “cuidar da nossa natureza” e de alinhar viabilidade econômica a propósito social.
Uma conversa estratégica sobre governança, gestão de riscos, previdência sustentável e o papel do mercado segurador na construção de uma rede de proteção capaz de antecipar e mitigar os impactos das mudanças climáticas no Brasil.
🎧 Aperte o play para entender por que o seguro é peça-chave na adaptação climática e na proteção das famílias brasileiras.
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