Gostou? Quer saber mais?INSTAGRAM: @espacolacanianoespacolacaniano.com.br[...]"Quando o paciente busca o analista, ele procura alguém que, supostamente, saiba o que fazer com ele. O sujeito, que não sabe o que fazer com o próprio sintoma, supõe que o analista saiba. Isso é essencial, e por isso estamos, neste curso, trabalhando a noção de transferência. A estrutura da situação analítica é a condição para que a transferência ocorra.No último encontro, discutimos as posições ocupadas por analista e analisante. O analista se coloca como ouvinte, aquele que escuta o discurso do paciente, enquanto o analisante é convidado a construir seu próprio discurso. Essa construção ocorre dentro do método que Freud denominou “associação livre”. No entanto, sabemos que a associação livre não é completamente “livre”, pois está submetida a leis essenciais que atravessam o sujeito e impedem que ele diga tudo. Ainda assim, a regra fundamental da análise é convidar o paciente a falar tudo o que lhe vem à mente, mesmo com essas limitações.… [...]—Lisiane Fachinetto Psicanalista, pós-doutora na Université Paris 8, Doutora em Educação pela Universidade de São Paulo- USP, Mestre em Psicologia do Desenvolvimento pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), coordenadora do Núcleo da Psicanálise Lacaniana do Espaço do Psicólogo e docente no curso de Pós-graduação em Psicologia Clínica (FMU).—Produção e edição de Leonardo Gonçalves Wild (Podcast e canal do YouTube: Psicanalizando)
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6:20
Um saber que não se sabe - Psicanálise e formação
Gostou? Quer saber mais?INSTAGRAM: @espacolacanianoespacolacaniano.com.br[...]"O analista acessa o inconsciente para chegar a esse saber que não se sabe, o saber inconsciente, e a partir disso realiza a interpretação. Ele interpreta aquilo que é da ordem do inconsciente. Nesse sentido, a função do analista é sustentar esse lugar do sujeito suposto saber, dar suporte, mas sem acreditar ou aderir completamente, pois, do contrário, ele se identificaria com esse lugar de saber.O saber inconsciente é um saber incompleto. Não há como responder e fechar esse saber. O analista, por um tempo – ou seja, durante o tempo da análise –, torna-se um elo entre esse saber que não se sabe de si, o inconsciente, e o analisante. Isso ocorre através da associação livre, que é o modo como esse saber emerge.A função do analista é operar nessa ligação. Ele convida o paciente a falar tudo o que lhe vem à mente, permitindo essa livre associação. O paciente determina o que falar, como falar, e isso está diretamente relacionado à lógica do inconsciente. A operação do analista está nessa conexão entre o saber inconsciente e o analisante, via transferência.Por isso, a função do analista é fundamental: ele cria uma situação psicanalítica, permitindo que o sujeito tenha acesso a esse saber que não se sabe de si. Esse acesso acontece pela escuta do analista e pela interpretação."[...]—Lisiane Fachinetto Psicanalista, pós-doutora na Université Paris 8, Doutora em Educação pela Universidade de São Paulo- USP, Mestre em Psicologia do Desenvolvimento pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), coordenadora do Núcleo da Psicanálise Lacaniana do Espaço do Psicólogo e docente no curso de Pós-graduação em Psicologia Clínica (FMU).—Produção e edição de Leonardo Gonçalves Wild (Podcast e canal do YouTube: Psicanalizando)
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6:19
Sujeito do desejo - Formação de um analista
Gostou? Quer saber mais?INSTAGRAM: @espacolacanianoespacolacaniano.com.br—Lisiane Fachinetto Psicanalista, pós-doutora na Université Paris 8, Doutora em Educação pela Universidade de São Paulo- USP, Mestre em Psicologia do Desenvolvimento pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), coordenadora do Núcleo da Psicanálise Lacaniana do Espaço do Psicólogo e docente no curso de Pós-graduação em Psicologia Clínica (FMU).—Produção e edição de Leonardo Gonçalves Wild (Podcast e canal do YouTube: Psicanalizando)
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4:54
Especial Encontros com real: O falante sempre se atrapalha - Psicanálise e linguagem
O ser humano é um ser da linguagem. A entrada na linguagem não tem manual de instrução, cada um constrói um lugar singular a partir do qual circula no mundo.Para a psicanálise essa construção tem como base a linguagem humana que é equívoca.Jacques Lacan aponta para a impossibilidade da comunicação entre os seres falantes, considera que o homem nasce mal-entendido, " o inconsciente, no sentido de Freud, tal como Lacan o retoma e o demonstra, é feito, é entremeado de mal-entendidos que se depositaram, se inscreveram, no sujeito e singularmente determinam o que se pode ser chamado seu destino a partir da psicanálise" (Miller, 1997, p.19).Propomos uma discussão a respeito do conceito de inconsciente como mal-entendido enquanto chave de leitura do último ensino de Lacan. A saída do entendimento de que o inconsciente é passível de decifração para conceber o inconsciente enquanto efeito de um acontecimento imprevisto e que não é passível de ser integrado em uma rede de sentidos. -ANTONELLA SORRENTINO. PRACTICANTE DEL PSICOANÁLISIS. PROF. Y LIC. EN PSICOLOGIA. DIPLOMADA EN INSTITUTO CLINICO DE BUENOS AIRES. ESPECIALISTA EN DROGADEPENDENCIAS (UNT). MG. EN CLINICA PSICOANALÍTICA (UNSAM) DOCENTE DE LA CARRERA DE PSICOLOGÍA DE LA UNIVERSIDAD CATOLICA DE SALTA.LISIANE FACHINETTO PSICANALISTA, PÓS DOUTORANDA UNIVERSITÉ PARIS 8, DOUTORA E EDUCAÇÃO PELA USP, DOCENTE NO CURSO DE POS GRADUAÇÃO EM PSICOLOGIA CLÍNICA-FMU, DOCENTE NA GRADUAÇÃO DE PSICOLOGIA DA FACULDADE SANTA MARCELINA E COORDENADORA DO ESPAÇO LACANIANO