Neste episódio do Psicanálise e Cultura, Sandro Cavallote propõe uma reflexão incômoda e necessária sobre o lugar que as redes sociais — especialmente o Instagram — passaram a ocupar na nossa vida psíquica, nos afetos e no desejo.
Longe de um discurso tecnofóbico ou moralizante, o episódio investiga como as redes deixaram de ser apenas espaços de troca para se tornarem dispositivos de captura da atenção, da subjetividade e do sofrimento. Uma gramática do olhar que organiza o que deve ser visto, desejado e reconhecido — e, muitas vezes, quem merece existir.
A partir da clínica psicanalítica, da cultura digital e da experiência cotidiana, o episódio discute o esvaziamento do desejo, a lógica da performance, a transformação da vida em conteúdo e o empobrecimento do espaço público. Também aborda a importância da regulamentação das plataformas, da proteção de crianças e adolescentes e da responsabilidade dos adultos na educação midiática.
“Por uma vida sem Instagram” não é um convite ao abandono da tecnologia, mas à construção de uma relação mais ética, consciente e menos colonizada pelos algoritmos. Uma defesa do direito ao silêncio, à intimidade, à opacidade e ao tempo da elaboração.
Entre o brilho da tela e a densidade da vida, este episódio convida à pergunta: o que tudo isso faz conosco?
🎧 Um episódio para quem deseja pensar, sentir e existir para além da lógica da vitrine.