EVA CAST - o podcast do Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos
Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos (EVA)

Último episódio
48 episódios
EVA CAST #48 - Todos conectados para uma mesma rede de cuidados: médicos, pacientes, família, cuidadores e equipe multidisciplinar.
08/09/2026 | 56minO EVA CAST, podcast do Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos (EVA), chega ao seu 48º episódio com uma edição especial do Setembro em Flor 2026, dedicada à importância de conectar médicos, pacientes, familiares, cuidadores e equipe multidisciplinar em uma mesma rede de cuidados.
Conduzida pelo jornalista e doutor em Oncologia Moura Leite Netto, a conversa reúne Natasha Carvalho Pandolfi, oncologista clínica com foco em tumores femininos e do Sistema Nervoso Central e vice-coordenadora da Residência de Oncologia Clínica do A.C.Camargo Cancer Center; Quézia Queiroz, jornalista de saúde, fundadora do ONCOFAKE, iniciativa de combate à desinformação sobre câncer, sobrevivente de câncer de ovário, colunista e voluntária do Instituto Oncoguia; e Elida do Monte Silva Andrade, enfermeira navegadora do centro de referência de ginecologia no A.C.Camargo Cancer Center, especializada em Oncologia.
O episódio discute como o cuidado da paciente com câncer ginecológico pode ser construído de forma integrada, considerando não apenas as decisões médicas e o tratamento, mas também as necessidades que surgem ao longo de toda a jornada. A conversa aborda o papel dos diferentes profissionais, a proximidade da enfermagem com a paciente e a importância da comunicação entre quem participa do cuidado.
A partir da experiência de Quézia como jornalista, fundadora de uma iniciativa de combate à desinformação e sobrevivente de câncer de ovário, o episódio também traz a perspectiva da paciente para o centro da discussão. Entre os temas estão o impacto das informações e opiniões recebidas após o diagnóstico, a participação da mulher nas decisões sobre seu tratamento e os desafios impostos pela desinformação sobre câncer.
Natasha aborda a importância da atuação conjunta de diferentes especialidades e da decisão compartilhada, especialmente diante de tratamentos complexos. Elida traz a experiência da enfermagem e discute como o contato próximo durante o tratamento pode ajudar a identificar necessidades que a paciente nem sempre consegue comunicar à equipe médica, além do papel de familiares e cuidadores nessa rede.
A conversa também passa por aspectos que podem acompanhar o tratamento para além dos efeitos físicos, como saúde emocional, sexualidade, fertilidade, trabalho e vida familiar, e discute caminhos para oferecer um cuidado integrado mesmo em locais que não contam com uma ampla estrutura multidisciplinar.
O episódio especial do Setembro em Flor reforça a importância de manter a paciente no centro do cuidado e de estabelecer diálogo entre profissionais de saúde, familiares, cuidadores e a própria mulher, construindo uma rede capaz de acompanhá-la nas diferentes etapas da jornada oncológica.
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Ficha técnica
Realização: Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos (EVA). Produção: SENSU Consultoria de Comunicação e Banca de Conteúdo
Roteiro e apresentação: Moura Leite Netto
Captação e edição de som: J. Benê
Tema de abertura e encerramento: Gui Grazziotin
Direção: Luciana Oncken
Apoiadores do Setembro em Flor 2026: Libbs, AbbVie, AstraZeneca, GSK e MSD.
#setembroemflor #câncer #evacasst #cancerginecologico #prevencao #rededecuidadoEVA CAST #47 - Câncer de endométrio avançado: como personalizar o tratamento na era molecular
31/08/2026 | 49minO EVA CAST, podcast do Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos (EVA), chega ao seu 47º episódio discutindo como a classificação molecular e os biomarcadores estão transformando o tratamento do câncer de endométrio avançado e permitindo escolhas terapêuticas cada vez mais individualizadas.
Conduzida pelo jornalista e doutor em Oncologia Moura Leite Netto, a conversa reúne Larissa Müller Gomes, médica oncologista da Rede Américas e diretora de Comunicação do Grupo EVA; Leandro Apolinário, oncologista do Hospital Santa Joana, em Recife; e Gustavo Focchi, médico patologista, Head do Time de Ginecopatologia do Laboratório DASA e professor adjunto doutor do Departamento de Patologia da UNIFESP.
Ao longo do episódio, os especialistas explicam por que o câncer de endométrio deixou de ser entendido como uma doença única. Tumores que parecem semelhantes podem apresentar comportamentos e respostas ao tratamento diferentes, e a classificação molecular permite compreender melhor essas características. A incorporação dessas informações também passou a influenciar o próprio estadiamento e as decisões terapêuticas.
A discussão aborda o papel da patologia, da imunohistoquímica e de biomarcadores como p53, MMR, POLE, receptor de estrógeno e HER2, além dos desafios para ampliar o acesso aos testes moleculares no Brasil. Leandro destaca que a disponibilidade de centros diagnósticos e os custos ainda representam obstáculos importantes para que esses exames cheguem às pacientes em diferentes regiões do país.
Outro foco é a imunoterapia, que passou a ocupar um papel central no câncer de endométrio avançado, com benefício especialmente expressivo entre pacientes com deficiência do sistema de reparo do DNA. O episódio discute como os biomarcadores ajudam a identificar quem pode se beneficiar das diferentes estratégias e como a decisão compartilhada permite considerar, além das características do tumor, as condições clínicas, os efeitos adversos e as preferências da paciente.
O futuro também entra na conversa. Gustavo explica como a inteligência artificial poderá auxiliar na análise de lâminas e na identificação de características moleculares dos tumores, embora algumas dessas aplicações ainda estejam em desenvolvimento. Larissa aborda ainda estudos que investigam tanto a possibilidade de reduzir a intensidade do tratamento para determinados grupos de pacientes quanto novas terapias para aquelas que precisam de outras opções.
Ao final, os convidados reforçam a importância de conhecer as características de cada tumor para selecionar o tratamento adequado. “As pacientes não são todas iguais”, resume Larissa, ao defender que as informações corretas sobre a doença são fundamentais para definir a estratégia terapêutica e o momento de utilizá-la. Leandro destaca a necessidade de colocar a paciente no centro da tomada de decisão, enquanto Gustavo chama atenção para a qualidade do material analisado como ponto essencial para um diagnóstico molecular adequado.
O episódio mostra como a integração entre oncologia e patologia vem permitindo compreender melhor as diferenças entre os tumores de endométrio e avançar na direção de tratamentos orientados pelas características da doença e de cada paciente.
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Ficha técnica
Realização: Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos(EVA).
Produção: SENSU Consultoria de Comunicação e Banca deConteúdo.
Roteiro e apresentação: Moura Leite Netto.
Captação e edição de som: J. Benê.
Tema de abertura e encerramento: Gui Grazziotin Direção:Luciana OnckenEVA CAST #46 - Imunoterapia nos tumores ginecológicos: onde estamos e para onde vamos?
10/08/2026 | 58minO episódio 46 do EVA CAST, o podcast do Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos, discute como a imunoterapia vem transformando o tratamento dos tumores ginecológicos e quais caminhos podem ampliar seus benefícios nos próximos anos. Já incorporada à prática clínica em diferentes cenários do câncer do colo do útero e do endométrio, essa estratégia ainda apresenta resultados mais restritos no câncer de ovário e abre novas frentes de pesquisa, especialmente em combinação com outras modalidades de tratamento.
Participam da conversa Fernanda Cano Casarotto, oncologista clínica, membro da Diretoria do Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos (EVA), líder em Gineco-oncologia do Hospital Nora Teixeira/Santa Casa de Porto Alegre e coordenadora do Comitê de Rastreamento e Prevenção da SBOC; e Pedro Zanúncio, médico radio-oncologista da Beneficência Portuguesa de São Paulo e Grupo Oncoclínicas.
Ao longo do episódio, os especialistas explicam como a imunoterapia atua sobre o sistema imunológico e por que biomarcadores e características da biologia tumoral são importantes para identificar as pacientes com maior possibilidade de benefício.
Entre os temas abordados estão os avanços da imunoterapia nos cânceres do colo do útero e do endométrio, a classificação molecular, a deficiência do sistema de reparo do DNA, a expressão de PD-L1 e outros biomarcadores que ajudam a orientar decisões terapêuticas. A conversa também analisa por que o câncer de ovário tem apresentado respostas mais modestas à imunoterapia e quais evidências recentes começam a apontar novas possibilidades para pacientes com doença resistente aos tratamentos já utilizados.
Outro destaque é a combinação entre imunoterapia e radioterapia. O episódio explica como a radiação, além de atuar diretamente sobre o tumor, pode modificar seu microambiente e estimular uma resposta do sistema imunológico. Os convidados discutem conceitos como tumores “frios” e “quentes”, efeito abscopal, momento ideal para combinar os tratamentos, dose e fracionamento da radioterapia e as evidências que vêm consolidando essa integração, especialmente no câncer do colo do útero.
A conversa aborda ainda a evolução tecnológica da radioterapia, com técnicas que permitem direcionar o tratamento com maior precisão e reduzir a exposição de estruturas saudáveis. Os especialistas discutem como esses avanços contribuem para incorporar novas terapias com maior segurança, buscando melhorar o controle da doença sem perder de vista as toxicidades e a qualidade de vida das pacientes. Também entram no debate os desafios dos tumores ginecológicos raros, a importância dos estudos clínicos e as barreiras de acesso à imunoterapia no Brasil, tanto na saúde suplementar quanto no SUS.
Na reta final, Fernanda Cano Casarotto e Pedro Zanúncio reforçam que o avanço da imunoterapia e da radio-oncologia passa por uma seleção cada vez mais individualizada das pacientes. O objetivo é identificar quem realmente precisa de intensificação do tratamento, quem pode ser poupada de terapias desnecessárias e como biomarcadores e novas evidências podem ajudar a equilibrar eficácia, segurança e qualidade de vida.
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Ficha técnica
Realização: Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos (EVA)
Produção: SENSU Comunicação e Banca de Conteúdo
Roteiro e apresentação: Moura Leite Netto
Captação e edição de som: J. Benê
Tema de abertura e encerramento: Gui Grazziotin
Direção: Luciana OnckenEVA CAST #45 - O papel da Patologia e dos biomarcadores na tomada de decisão em câncer de ovário
03/08/2026 | 46minO episódio 45 do EVA CAST, o podcast do Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos, discute o papel cada vez mais estratégico da patologia e dos biomarcadores na tomada de decisão no câncer de ovário. Muito além da confirmação do diagnóstico, a patologia passou a integrar informações histológicas, imunohistoquímicas e moleculares que ajudam a definir prognóstico, selecionar terapias-alvo e orientar uma abordagem cada vez mais personalizada para as pacientes.
Participam da conversa Karla Kabach, médica patologista do Hospital Israelita Albert Einstein, com foco em tumores ginecológicos, e professora adjunta do Departamento de Patologia da Escola Paulista de Medicina (Unifesp); Louise De Brot, médica patologista e head de Patologia do A.C.Camargo Cancer Center e membro do Comitê de Ética do Grupo EVA; e Márcia Graudenz, professora titular do Departamento de Patologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e chefe do Laboratório de Patologia e Biologia Molecular do Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre. Ao longo do episódio, as especialistas explicam como a caracterização molecular do câncer de ovário vem transformando a prática clínica e ampliando as possibilidades da medicina de precisão.
Entre os temas abordados estão os diferentes subtipos histológicos do câncer de ovário, a importância da imunohistoquímica e do sequenciamento genético na classificação tumoral, o papel da deficiência de recombinação homóloga (HRD) e das mutações em BRCA1 e BRCA2, além de outros biomarcadores que já influenciam ou poderão influenciar a escolha das terapias nos próximos anos. As convidadas também discutem como patologistas e oncologistas trabalham de forma integrada para individualizar o tratamento e aumentar as chances de benefício para cada paciente.
O episódio aborda ainda os desafios para ampliar o acesso aos testes moleculares no Brasil, a necessidade de padronização dos exames, a importância do aconselhamento genético e o impacto que essas informações têm não apenas na escolha do tratamento, mas também na identificação de síndromes hereditárias e no cuidado dos familiares.
Na reta final da conversa, as especialistas apresentam as principais perspectivas para o futuro da patologia em ginecologia oncológica. Entre os temas estão a biópsia líquida, o monitoramento molecular longitudinal, a inteligência artificial, a patologia digital, além de novas linhas de pesquisa envolvendo microbioma, metaboloma e outros biomarcadores capazes de aprimorar ainda mais a medicina de precisão no câncer de ovário.
Como mensagem final, as convidadas reforçam que a patologia deixou de ser apenas uma especialidade diagnóstica para assumir um papel central na oncologia contemporânea. Integrar conhecimentos morfológicos, moleculares e genômicos, ampliar o acesso às tecnologias e fortalecer a formação de novos especialistas são passos fundamentais para oferecer tratamentos cada vez mais precisos e melhorar o prognóstico das mulheres com câncer de ovário.
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Ficha técnica
Realização: Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos (EVA)
Produção: SENSU Comunicação e Banca de Conteúdo
Roteiro e apresentação: Moura Leite Netto
Captação e edição de som: J. Benê
Tema de abertura e encerramento: Gui Grazziotin
Direção: Luciana Oncken- O episódio 44 do EVA CAST, o podcast do Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos, aborda o câncer de endométrio sob uma perspectiva que integra informação científica, atualização médica e a experiência de quem enfrentou a doença. Embora seja o câncer ginecológico mais frequente nos países desenvolvidos e venha apresentando aumento de incidência em diferentes regiões do mundo, o tema ainda é pouco conhecido pela população. Muitas mulheres só ouvem falar sobre a doença quando recebem o diagnóstico.
Participam da conversa Juliana Passos, oncologista clínica do Hospital Felício Rocho e da Santa Casa de Belo Horizonte; Pedro Ribeiro, oncologista do Grupo Orizonti e do Instituto de Oncologia Ciências Médicas e membro do Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos (EVA); e Maiara Peres, paciente, membro do Comitê do Instituto Oncoguia, do Comitê de Ética em Pesquisa do Instituto Paliar e cofundadora do Gicecocancer, iniciativa voltada a pacientes com cânceres ginecológicos. Ao longo do episódio, os convidados discutem os principais sinais de alerta da doença, os desafios do diagnóstico e os avanços que vêm modificando o tratamento do câncer de endométrio.
Entre os temas abordados estão as diferenças entre o câncer de endométrio e o câncer do colo do útero, a importância do sangramento após a menopausa como sinal de alerta, o papel do ultrassom transvaginal e da biópsia na investigação diagnóstica e os limites do exame de Papanicolau, frequentemente associado de forma equivocada ao diagnóstico desse tipo de câncer. O episódio também traduz conceitos que costumam gerar dúvidas, como tipo histológico, grau e estadiamento tumoral, tornando essas informações mais acessíveis para pacientes e familiares.
A conversa explora ainda como o perfil molecular passou a ocupar papel central na definição do tratamento. Os especialistas explicam por que testes moleculares podem modificar a conduta terapêutica e discutem a incorporação da imunoterapia ao tratamento do câncer de endométrio, além das perspectivas abertas por novas estratégias terapêuticas, como os anticorpos conjugados a drogas (ADCs), especialmente para pacientes com doença avançada.
Outro eixo importante do episódio é a experiência da paciente ao longo da jornada. Maiara Peres compartilha como foi reconhecer os primeiros sinais, enfrentar o período de investigação diagnóstica e lidar com o impacto emocional da confirmação da doença. A conversa destaca a importância da informação de qualidade, do apoio familiar, da equipe multiprofissional e do contato com outras pacientes como elementos fundamentais para atravessar esse processo com mais segurança e acolhimento.
Como mensagem final, os convidados reforçam que o câncer de endométrio, quando diagnosticado precocemente, apresenta elevadas chances de tratamento bem-sucedido e que conhecer os sinais de alerta, buscar avaliação médica diante de sintomas persistentes e compreender as opções terapêuticas disponíveis são passos fundamentais para um cuidado mais efetivo e humanizado.
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Sobre EVA CAST - o podcast do Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos
EVA CAST é o podcast do Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos (EVA), com informação de qualidade sobre prevenção, diagnóstico, tratamento, reabilitação, bem estar da paciente em tratamento e acompanhamento e inovações científicas sobre pesquisa em câncer de colo do útero, ovário, endométrio, vulva, vacina, dentre outros. Uma produção da SENSU Consultoria de Comunicação e Estúdio Banca de Conteúdo.
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